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Cannes Lions: Os prémios e a revolução digital

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De  Euronews
Cannes Lions: Os prémios e a revolução digital

<p><strong>O Business Line esteve em Cannes para fazer um programa recheado de criatividade e inovação. O</strong> <a href="https://www.canneslions.com/">Cannes Lions</a> <strong>é o maior encontro mundial de publicitários, designers e especialistas de marketing. Os desafios e as tendências convergem num festival que atribui os</strong> <a href="http://exame.abril.com.br/marketing/o-que-os-gps-de-cannes-lions-contam-sobre-a-propaganda-atual/">mais prestigiados prémios do setor</a>, <strong>repartidos por inúmeras categorias. Falámos com o presidente do júri da categoria musical da edição deste ano para descobrir como são escolhidos os vencedores. Conversámos também com Olivier Robert-Murphy, responsável do grupo Universal Music, sobre as profundas mudanças na indústria musical face à revolução digital. E ainda muito mais…</strong></p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">It's now time for the Titanium Grand Prix….and the winner is -Fearless Girl <a href="https://twitter.com/hashtag/CannesLions?src=hash">#CannesLions</a> <a href="https://t.co/qPzyT9hXKC">pic.twitter.com/qPzyT9hXKC</a></p>— Cannes Lions (@Cannes_Lions) <a href="https://twitter.com/Cannes_Lions/status/878666104561958913">24 juin 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <h3>“Os desafios tornaram-se numa oportunidade”</h3> <p><em>Como identificar um vencedor, segundo Olivier Robert-Murphy, responsável global de New Business do grupo Universal Music.</em></p> <p>“O júri visiona todos os vídeos para criar uma shortlist, que precede a chegada a Cannes, uma semana antes da entrega dos prémios. Durante essa semana, vamos voltar a ver todos os vídeos. Sem parar, durante 5 dias. E depois, naquele que eu acho que é o dia mais interessante, o último, debatemos entre nós quem deve ganhar.</p> <p>Em resumo, foi uma experiência fantástica. Tínhamos um compositor no júri, tínhamos criativos, pessoas das editoras, artistas, ou melhor, O artista, Wyclef Jean. Todos eles trouxeram a experiência dos seus diferentes percursos. É verdade que a indústria musical foi a primeira a ser realmente desafiada pelo mundo digital. Mas, hoje em dia, isso tornou-se numa oportunidade formidável.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">For our next Titanium Lion, the winner is… fashion label <a href="https://twitter.com/kenzo"><code>kenzo</a> for "My Mutant Brain" <a href="https://twitter.com/hashtag/CannesLions?src=hash">#CannesLions</a> <a href="https://t.co/b0x2CMUN5b">pic.twitter.com/b0x2CMUN5b</a></p>&mdash; Cannes Lions (</code>Cannes_Lions) <a href="https://twitter.com/Cannes_Lions/status/878665076131147776">24 juin 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O que é que aconteceu em 10 anos? Transformámos, adaptámos, desenvolvemos novas ferramentas, novas fontes de rendimento. E basta olhar para os números atuais desta indústria para ver que, só no ano passado, ela cresceu 4,9%. Isso demonstra até que ponto os desafios se tornaram numa oportunidade.”</p> <h3>“Nem todos podem dizer que tiveram milhares de milhões de downloads”</h3> <p><em>Todos aqueles que têm um smartphone e gostam de música sabem o que é o Shazam. Foi uma das primeiras aplicações a ocupar um lugar de destaque. Mensalmente, regista 120 milhões de utilizadores. E muitos consideram que revolucionou a forma como consumimos música. Greg Glenday explica-nos a estratégia desta empresa que prefere falar de colaboração em vez de competição.</em></p> <p>“Nós não temos concorrentes, não temos inimigos naturais. Temos uma parceria com a Spotify, a Pandora, a Amazon Music, a Google Play, a Apple Music… Ou seja, trabalhamos com praticamente todos os distribuidores de música. Nós somos apenas uma plataforma de descoberta. Temos de ser neutros como a Suíça. Quando alguém faz Shazam a uma música, pode utilizá-la como bem entender.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">And the Gold Film Lions for Clothing, Footwear & Accessories goes to….“Da Da Ding” for <a href="https://twitter.com/Nike"><code>Nike</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/CannesLions?src=hash">#CannesLions</a> <a href="https://t.co/085KaduYru">pic.twitter.com/085KaduYru</a></p>&mdash; Cannes Lions (</code>Cannes_Lions) <a href="https://twitter.com/Cannes_Lions/status/878681799928553474">24 juin 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A nossa estratégia resulta. Há cada vez mais festas a convidarem-nos. A nossa abertura torna-nos numa boa aposta para as marcas, que têm apoiado a nossa atividade. Este ano, fala-se de realidade aumentada em Cannes, de realidade virtual. Há muita gente a trabalhar nesta área. Mas nem todos podem dizer que tiveram milhares de milhões de downloads. E isso faz-nos estar um passo à frente no mundo da realidade aumentada.”</p> <h3>Partilhar experiências virtuais com amigos</h3> <p><em>O YouTube mudou a forma como procuramos conteúdos na internet. A diretora Debbie Weinstein considera também que a próxima grande tendência será a realidade aumentada. Perguntámos-lhe como é que isso pode mudar o nosso quotidiano.</em></p> <p>“O mundo digital está constantemente a reinventar-nos. Ainda estamos no começo no que toca às tecnologias da próxima geração, como a realidade virtual. Por isso, este é um momento muito excitante. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">Gold Lions in Film. Back to Clothing, Footwear & Accessories, congrats to <a href="https://twitter.com/Nike"><code>Nike</a> for its campaign "What are Girls Made of?" <a href="https://twitter.com/hashtag/CannesLions?src=hash">#CannesLions</a> <a href="https://t.co/iQp3IyWIa2">pic.twitter.com/iQp3IyWIa2</a></p>&mdash; Cannes Lions (</code>Cannes_Lions) <a href="https://twitter.com/Cannes_Lions/status/878684037216382977">24 juin 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A realidade virtual dá-nos a possibilidade de viver experiências profundamente imersivas. É como se estivéssemos lá, na primeira fila de um concerto, por exemplo. Uma das coisas que acabámos de lançar foi a possibilidade de partilhar uma experiência virtual com um amigo. Dá para duas, três pessoas, um grupo inteiro na primeira fila de um concerto… Podem experimentar a realidade virtual ao mesmo tempo. É esse o caminho que queremos percorrer, o de criar experiências que envolvam toda a gente.”</p> <h3>A abordagem chinesa</h3> <p><em>O YouTube e o Shazam tornaram-se nomes globais. Na China, há rivais que podem não ser tão conhecidos, mas com um potencial gigantesco. Segundo Clement Yip, da Price WaterHouse Coopers, só em 2016, registaram-se mais de 46 mil start-ups chinesas com propostas que desafiam os modelos tradicionais de negócios.</em></p> <p>“Muitas dessas start-ups tendem a oferecer melhores serviços, mais adequados. Há 5 anos, por exemplo, surgiu uma aplicação de partilha de carros que se tornou muito popular na China. Em 2015, lançaram uma versão chinesa que passou a angariar 8 milhões de pedidos por dia. As previsões para 2018 falam de 37 milhões de pedidos por dia. É fascinante. E há muitos serviços que vão continuar a desenvolver-se. Há 3 anos, começaram a aparecer na China as aplicações para encomendar pratos de restaurantes.”</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">'What if the key to innovation were embracing failure?' Our podcast topic discussed in depth <a href="https://twitter.com/hashtag/CannesLions?src=hash">#CannesLions</a> <a href="https://t.co/3lnAVE5fxU">https://t.co/3lnAVE5fxU</a> <a href="https://t.co/sPWzP6L5a2">pic.twitter.com/sPWzP6L5a2</a></p>— Cannes Lions (@Cannes_Lions) <a href="https://twitter.com/Cannes_Lions/status/878703293643591684">24 juin 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <h3>“As pessoas não se importam com os seus dados até haver um problema”</h3> <p><em>Hoje em dia, com um smartphone podemos trabalhar, arranjar um carro, encomendar comida, ver um vídeo, ouvir música, ler e por aí fora. Muitos de nós não sobrevivem muito tempo sem, pelo menos, uma consulta rápida. E é um fenómeno cuja tendência parece intensificar-se cada vez mais. Mas isso levanta uma série de questões, entre as quais a privacidade dos nossos dados. Será que estamos a levar este problema realmente a sério? Alex Cheeseman, da Storyful, responde.</em></p> <p>“Acho que vamos assistir a uma transição profunda: os consumidores vão passar a querer ter a propriedade dos seus próprios dados. O que é que isso implica? Neste momento, os consumidores não querem saber dos seus dados pessoais, dão-nos a qualquer site. Põem uma cruz numa caixa sem ler o texto que está em cima. Já todos fizemos isto umas centenas de vezes. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">This year's <a href="https://twitter.com/hashtag/CannesLions?src=hash">#CannesLions</a> schedule was packed, and day 5's wise words came from <a href="https://twitter.com/IanMcKellen"><code>IanMcKellen</a> <a href="https://t.co/NkUgqDgxrm">https://t.co/NkUgqDgxrm</a> <a href="https://t.co/OhdeyRSOuk">pic.twitter.com/OhdeyRSOuk</a></p>&mdash; Cannes Lions (</code>Cannes_Lions) <a href="https://twitter.com/Cannes_Lions/status/879263022623141889">26 juin 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>As pessoas não se importam com os seus dados até ao momento em que há um problema. E aí apercebem-se que a única forma de protegermos os dados é retirá-los e colocarmos a nossa própria proteção.</p> <p>Quando as pessoas tomarem controlo dos seus próprios dados, o que vai acontecer aos anunciantes? O que vai acontecer às plataformas sociais? Vai surgir um valor de troca. É uma tendência massiva nos próximos 2 a 5 anos. Vai ter um impacto gigantesco sobre a indústria. E, a par da proteção de dados, teremos inteligência artificial, assistência personalizada para nos ajudar a tomar decisões. Isso é um bocado assustador porque vai ser quase impossível contrariarmos o nosso assistente pessoal que vai tratar das coisas por nós.”</p>