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Paolo Nespoli, o espaço não tem idade

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De  Euronews
Paolo Nespoli, o espaço não tem idade

<p><strong>Que tipo de preparação é requerida para participar nas missões à Estação Espacial Internacional? Pois bem, fomos ver como é que</strong> <a href="http://www.esa.int/Our_Activities/Human_Spaceflight/Astronauts/Paolo_Nespoli">Paolo Nespoli</a>, <strong>o mais antigo astronauta europeu em funções, com 60 anos de idade, se preparou para regressar pela terceira vez à plataforma espacial, onde vai ficar seis meses.</strong></p> <p>No ano em que Paolo Nespoli nasceu, o Sputnik era lançado para tornar-se no primeiro satélite em órbita. Os primeiros passos da aventura espacial seriam em seguida marcados pela viagem de Iuri Gagarin, o primeiro homem no espaço, e pelas missões Apollo. </p> <p><em>“Eu cresci a ver foguetões a serem lançados para conquistar a Lua. Lembro-me de ver desenhos animados como ‘Os Jetsons’, que eram uma família que vivia fora do planeta e que andava com uma espécie de scooters espaciais…”</em>, conta-nos Nespoli.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">Recap of <a href="https://twitter.com/astro_paolo"><code>astro_paolo</a> training in <a href="https://twitter.com/hashtag/StarCity?src=hash">#StarCity</a> prior to passing last week&#39;s flight readiness exams <a href="https://twitter.com/hashtag/VITAmission?src=hash">#VITAmission</a> <a href="https://t.co/UdecHn76si">https://t.co/UdecHn76si</a></p>&mdash; ESA (</code>esa) <a href="https://twitter.com/esa/status/884700503644540930">11 juillet 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Uma nova missão espacial implica sempre uma reaprendizagem da vida num contexto de microgravidade e um período de adaptação após a chegada à plataforma internacional.</p> <p><em>“Quando são missões de longa duração, como esta que vou iniciar agora, tornamo-nos como que parte da estação, temos de encontrar a forma de nos sentirmos confortáveis a bordo. De certa maneira, é como se nos tornássemos em super-homens, até porque voamos, literalmente. Tudo isto leva entre 4 a 6 semanas, até nos podermos mexer à vontade sem ter de calcular como não chocar com as coisas…”</em>, afirma.</p> <p>Em 2007, este <a href="http://www.natureworldnews.com/articles/33018/20161129/esa-astronaut-paolo-nespoli-leads-vita-space-mission-2017.htm">astronauta italiano da <span class="caps">ESA</span></a> (a Agência Espacial Europeia) participou na construção da estação espacial. Em 2011, passou 6 meses a bordo. O que é que vai mudar desta vez? <em>“Desta vez, vou tentar aproveitar mais a experiência de estar no espaço em vez me focar apenas em ser eficiente e nos resultados que tenho de alcançar”</em>, responde.</p> <p>A próxima tripulação irá conduzir perto de duas centenas de experiências científicas. A microgravidade torna a estação num laboratório orbital para os cientistas que orientam os testes a partir da Terra.</p> <iframe width="640" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/D0HmbG7oavY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <p>Para Nespoli, <em>“o prazer da descoberta é algo que dá uma certa euforia, que as crianças costumam ter e os adultos vão perdendo. Se calhar, ir até ao espaço rejuvenesce…”.</em></p> <h3>“A idade é muito relativa”</h3> <p><em>“O que os humanos têm de fantástico é que a fisiologia é muito relativa, a idade é muito relativa. Ou seja, pode haver pessoas de 60 anos que estão em muito melhor forma do que outras de 30”</em>, diz-nos Filippo Castrucci, médico da <span class="caps">ESA</span>.</p> <p>Daí que seja essencial estudar as funções básicas do corpo e avaliar as mudanças produzidas pela microgravidade em cada um dos astronautas, a nível do sistema nervoso central, por exemplo. </p> <p><em>“O Paolo vai efetuar várias atividades mecânicas para instalar equipamento no módulo Columbus, o que é uma tarefa árdua. E depois vai verificar se a preparação feita aqui na Terra foi adequada e se é ou não possível utilizar a máquina corretamente”</em>, realça a instrutora Laura Andre-Boyet.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="it" dir="ltr">''Io ritorno tra le stelle''. La terza volta dell'astronauta Paolo Nespoli <a href="https://t.co/hwL5CkvEzP">https://t.co/hwL5CkvEzP</a></p>— la Repubblica (@repubblica) <a href="https://twitter.com/repubblica/status/884690699253301249">11 juillet 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Há vários problemas que têm sido registados: alterações no sistema cardiovascular, défices no sistema circulatório, perda de cálcio, entre outros…</p> <p><em>“A Estação Espacial Internacional é a nossa base de operações no espaço, mas também nos fornece conhecimentos para podermos avançar. A desmineralização óssea, o desgaste muscular são fatores que podem ser evitados se fornecermos à tripulação uma gravidade parcial ou total. Temos de adaptar as limitações do veículo aos humanos e não o contrário”</em>, salienta Filippo Castrucci.</p> <p><em>“Talvez Iuri Gagarin imaginasse que, passados 60 anos da sua viagem, já teríamos ido muito mais longe, a Marte, por exemplo, ou até fora do sistema solar. Mas ainda não chegamos a esse ponto. A expansão da raça humana continua. Estamos a desenvolver um caminho de conhecimento que é extremamente importante. Para mim, é um prazer e uma honra fazer parte de tudo isto”</em>, remata Nespoli.</p> <p>A contagem final começou.</p>