This content is not available in your region

Livrar a órbita terrestre dos satélites obsoletos

Access to the comments Comentários
De  Euronews
Livrar a órbita terrestre dos satélites obsoletos

<p><strong>Como limpar a órbita terrestre repleta de satélites que chegaram ao fim do tempo de vida? Claudio Portelli, da Agência Espacial Italiana, tem algumas respostas.</strong></p> <div style="width:280px; float:right; margin:20px;"> <div style="border-top: #333 3px double; border-bottom: #333 3px double; font-size:12px; padding-top:16px;"> <ul> <li>A Europa é um dos principais atores do setor espacial, com uma indústria competitiva e programas diversos – Copérnico, <span class="caps">EGNOS</span>, Galileu… -, oferecendo serviços que tornam a vida mais fácil a milhões de pessoas.</li> <li>A indústria espacial europeia emprega mais de 230 mil profissionais e gera um valor acrescentado de cerca de 50 mil milhões de euros.</li> <li>Há milhares de satélites no espaço. O mecanismo europeu de vigilância ajuda a monitorizar os seus movimentos e evitar o risco de colisão.</li> <li>No entanto, a quantidade de lixo espacial não para de crescer.</li> </ul> <h3>Ligações úteis</h3> <ul> <li><a href="http://europa.eu/rapid/press-release_IP-16-3530_en.htm">Estratégia espacial</a></li> <li><a href="http://ec.europa.eu/growth/sectors/space_pt">Política espacial da UE</a></li> <li><a href="https://ec.europa.eu/programmes/horizon2020">H2020</a></li> <li><a href="https://ec.europa.eu/growth/sectors/space/security_pt">Mecanismo europeu de vigilância</a></li> <li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZcbV_Fyrsf4">UE <span class="caps">SST</span></a></li> </ul> </div> </div> <p><em>“Tem havido várias explosões no espaço, tanto acidentais, como programadas. Já houve colisões entre satélites. A grande quantidade de lixo espacial que existe é um problema para os satélites em atividade”</em>, explica-nos Portelli.</p> <p>Junto ao lago Como, no norte de Itália, a D-Orbit desenvolve soluções para o setor espacial. O seu primeiro grande projeto consiste num sistema incorporado nos satélites, e ativado no final da sua vida útil, para os trazer de volta à atmosfera ou enviá-los para uma espécie de cemitério espacial centenas de quilómetros acima das órbitas operacionais.</p> <p><em>“A ideia surgiu quando nos apercebemos que o lixo espacial se tornou no grande problema de sustentabilidade desta indústria. Nós criámos esta solução…”</em>, afirma o diretor técnico, Lorenzo Ferrario.</p> <p>A remoção de satélites obsoletos permite que os novos equipamentos em órbita se desloquem de forma segura. O sistema D-Sat funciona como um pequeno motor que também pode ser utilizado em casos de emergência. O projeto foi desenvolvido com o apoio do programa europeu Horizonte 2020.</p> <p><em>“O próximo grande passo é o Orbit Now (<span class="caps">ION</span>), um sistema de transporte para satélites no qual nos estamos a focar. E está a ser construído com base no D-Sat”</em>, salienta Ferrario.</p> <p>Segundo Claudio Portelli, <em>“há várias soluções que podem ser criadas para melhorar a fiabilidade, o controlo de custos, a integração dos satélites já existentes. Se for possível efetuar testes no espaço, ainda melhor”.</em></p> <p>Há cerca de 18 mil objetos em órbita sob monitorização. Apenas 7% deles são satélites operacionais. Tudo o resto é lixo espacial. Tanto a <span class="caps">ONU</span> como a União Europeia estão a implementar iniciativas para tentar colmatar a questão.</p> <p><em>“A Agência Espacial Europeia e a União Europeia mobilizaram fundos para investigação e desenvolvimento, o que é muito importante para tentar dar uma resposta ao problema do lixo espacial. E só pode ser vantajoso para a indústria”</em>, considera Portelli.</p>