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Haiti: um mês após o sismo

euronews

Terremoto no Haiti

Começamos a nossa reportagem sobre o sismo no Haiti na localidade fronteiriça dominicana de Jimaní. Desde 12 de Janeiro, dia do terrível tremor de terra a cidade vive ao ritmo da tragédia. Os feridos continuam a chegar em massa e nos hospitais de Jimaní começamos a dar rosto ao drama haitiano.

Vemos centenas de pessoas desamparadas, exaustas, com graves feridas físicas e psicológicas. Muitos dos feridos passaram dias no Haiti sem receber qualquer cuidado médico. Há famílias inteiras, ao lado de órfãos e de idosos desorientados que não compreendem o que se passou. Vemos numerosas feridas infectadas e amputações. Em Jimaní, ouvimos o som da tragédia, com cortes a serem suturados sem anestesia. Damo-nos conta que os dominicanos puseram de lado as divergências com os haitianos e fazem tudo para ajudar os seus vizinhos. Centenas de médicos voluntários surgem na primeira linha. Muitos deles recém saídos das universidades, enfrentam uma situação que os ultrapassa.  

Euronews: O que se vê aqui mais frequentemente?

 

Marcos González: Amputações, feriadas infectadas que não foram tratadas durante dias

 

Euronews: E na maioria dos casos não conseguem fazer nada por eles...

 

M.G: "Claro, nada"

 

Euronews : Então, é aqui que se processa a primeira etapa, podemos dizer, vêem o que podem tratar de mais urgente e depois enviam os doentes para hospitais melhor equipados?

 

M.G : Em teoria, sim é isso.

 

O primeiro contacto com a realidade do sismo é brutal. Ainda, assim, não conseguimos imaginar o que nos espera do outro lado da fronteira. Esperamos pela madrugada para passar o posto fronteiriço. A barreira fecha à noite e reabre de manhã. Não é seguro viajarmos sozinhos para Port-au-Prince. A solução passa por uma caravana organizada por um médico de Santo Domingo, que vai prestar auxílio aos necessitados da capital haitiana. Adianta-nos que a destruição de Port-au-Prince é colossal.

 

"Quando passamos a fronteira, que se encontra a minutos daqui vai ver pessoas nos escombros, hospitais destruídos repletos de crianças. A destruição é total" afirma Cruz Jiminián.

 

Dentro de duas horas vamos passar a fronteira. Preparamo-nos mentalmente. A próxima etapa começa com uma oração.

 

"Vamos fazer uma oração para que tudo corra bem em Gonaives e Canapé Vert e para que a situação em Port-au-Prince não seja tão má como nos dizem. Fazemos o mesmo para Delmas, Pétion Ville e todas as pequenas cidades como Carrefour"

 

No caminho encontramos um grupo de nova iorquinos de origem haitiana que se dirige para Port-au-Prince. A chefe do grupo chama-se Lilian Vernet e vem acompanhada pelo filho. Usaram todas as economias e organizaram esta viagem para encontrar a tia Rosana de 87 anos, que vive no bairro do Canapé Vert, um dos mais afectados. Não têm notícias dela desde 12 de Janeiro. Lilian sabe o que é uma tragédia. Fez parte das equipas de resgate do Ground Zero, em Nova Iorque, nos atentados de 11 de Setembro. Mas aqui é diferente, afirma. O Haiti é um país pobre. Aqui as tragédias medem-se numa outra escala."

 

A procura de Rosana começa após a chegada à capital. A orientação é difícil, Port-au-Prince está desfigurada. Vemos centenas de edifícos destruídos subindo em zig-zig para o bairro de Canapé Vert e Lilian, vencida pelo stress e pela ansiedade, conta-nos porque regressou ao Haiti.

 

"Comecei a stressar quando me disseram para ligar para um número de emergência onde me poderiam ajudar. Disseram-me que tinha de dar informações sobre a minha família no Haiti para que a pudessem procurar. Foi o que fiz. Só que quando telefonei a primeira coisa que perguntaram foi se a minha tia tinha nacionalidade americana. Respondi que não e disseram-me que tinham pena, mas não me podiam ajudar. Foi uma situação tão frustante, que resolvi vir ao Haiti procurá-la eu. Tem 87 anos e vive sozinha. Não é justo abandoná-la por causa da nacionalidade. Passou por um sismo trágico e é uma idosa frágil. Na sua idade podemos dizer que já viveu a sua vida, mas não vamos deixá-la morrer porque não é americana. Não é justo" refere Lilian Vernet.

 

"Sente-se a morte. A partir daqui temos que seguir a pé" afirma.

 

Vernet: " Oh, meu Deus!"

 

Vizinho : "A Universidade de Letras ficou destruída. Vamos continuar."

 

Vernet: “ Ok, vamos ver se ela está ali. Temos de ir até à esquina e virar à esquerda junto aos três triângulos ao fundo."

 

"Vim de Nova Iorque para me assegurar que a minha tia está bem, para ver se necessita de ajuda ou se está presa nos escombros. Seja o que for tenho de ver com os meus prórios olhos, não podia ficar de braços cruzados" afirma. "A casa dela era aqui. Olá! a senhora Rosana está cá? Oh, muito obrigada. Muito obrigada meu Deus, acabo de a ver lá ao fundo. Está a fazer-me sinais com a mão."

 

Vernet : Rosana !

 

Vernet: "Porque vim? Porque gosto muito de ti Rosana !"

 

Rosana: "Obrigada, muito obrigada".

 

Vernet: "Estás ferida?"

 

Rosana: "Não, não aconteceu nada"

 

Filho de Vernet: "Vamos voltar todos para Nova Iorque"

 

Rosana : "Não"

 

Lilian : "Vêm a força desta mulher? Diz que não quer ir para Nova Iorque connosco, que quer ficar aqui. Esta é a força haitiana"

 

"Ninguém nos veio ajudar. Vocês são os primeiros estrangeiros que vemos no bairro desde o dia do terramoto" adianta a tia.

 

Numa breve volta pelo bairro damo-nos conta que Rosana teve muita sorte. Em Canapé Vert a destruição é maciça, em parte, por causa da anarquia urbanística do bairro, com um aspecto idêntico ao das favelas brasileiras. O ar é irrespirável e depressa percebemos porquê. Quatro dias após o sismo, há dezenas de corpos abandonados nas ruas. Canapé Vert é um dos numerosos bairros onde, ainda, não chegaram as equipas de resgate e a ajuda internacional. Cruzamo-nos com homens e mulheres enlouquecidos por não poderem salvar os familiares soterrados nos escombros das casas.

 

O caos instalou-se em Port-au-Prince, mas a dignidade dos haitianos está intacta. Enterram os familiares em campas improvisadas para evitar que os corpos acabem em valas comuns.

 

O aeroporto internacional Toussaint Louverture é um outro planeta. É o único lugar em Port-au-Prince onde as infra-estruturas funcionam, mas com evidentes problemas de coordenação. Cruzamo-nos com marines norte-americanos e com equipas de socorro de vários países. Frescos e motivados à chegada. Derrotados e com um olhar de impotência no rosto ao fim de jornadas de trabalho intermináveis, em condições impossíveis.

 

A ajuda e os militares chegam sem parar, num contínuo vai e vem de aviões. Os contentores de ajuda acumulam-se, mas a ONU - é evidente - tem sérios problemas na organização das operações de resgate no Haiti.

 

No bairro de Bel Air voltamos a constatar que a distribuição da ajuda é feita de forma lenta e descoordenada. A situação neste bairro sensível da capital é muito má. O sismo alterou radicalmente o seu aspecto peculiar, ainda que algumas das típicas casas de madeira ao estilo Gingerbread tenham resistido. As construções de betão de má qualidade caíram como castelos de cartas incluindo a catedral. A destruição perde-se de vista e tudo o que o se pode comercializar é vendido para conseguir água ou alimentos. Assistimos aos primeiros actos de pilhagem ou de sobrevivência, de acordo com a perspectiva. Um grupo de jovens arrisca a vida por entre as fissuras de um armazém danificado. As latas de leite em pó desaparecem rapidamente. Os agentes de segurança recrutados pelos comerciantes escondem as armas quando vêem a câmara. Ontem, dois jovens foram abatidos no bairro de Delmas.

 

Ao entrarmos no bairro constatamos o dia-a-dia cruel destes habitantes. O corpo calcinado de um proprietário ainda fumega, enquanto vários homens esvaziam apressadamente a sua casa, levando consigo as roupas e os pertences.

 

Um carro fúnebre não passa despercebido, numa cidade onde os cadáveres continuam amontoados nas ruas. Port-au-Prince é uma cidade surrealista. Nada faz sentido.

 

Do Palácio da Justiça não resta quase nada, mas por entre as ruínas de edifício vemos um busto. Não deixa de ser curioso. Trata-se de um herói da independência: foi o único a resistir. Ele e Calvaire Júnior, um funcionário. Uma fotocópia salvou-lhe a vida.

 

"Eu estava no Palácio cinco minutos antes do tremor de terra. Decorria um julgamento e pediram-me que saísse para fazer uma fotocópia. Foi quando se deu o sismo. A terra começou a tremer e quando cheguei à entrada do Palácio, parte do edifício caiu à minha frente. Foi Deus que me salvou."

 

Frente ao Palácio da Justiça encontra-se a prisão onde nesse mesmo dia escaparam 5.000 reclusos. Entre o Palácio e a prisão havia um parque, agora, transformado num campo de refugiados. Não têm comida ou medicamentos e número de feridos é cada vez maior

 

Um mulher explica: “é aqui que tratamos dos feridos”

 

Centenas de pessoas vivem aqui desde que foi sentido o primeiro abalo. Muitos dizem-nos nunca ter visto um só capacete azul ou uma caixa de ajuda humanitária proveniente do estrangeiro. Falta de tudo. Como podem curar uma ferida profunda sem mesmo ter água oxigenada?

 

As feridas ficam rapidamente infectadas. As amputações são frequentes.

 

O hospital central é um dos poucos que continuam a funcionar em Port-au-Prince. Os pacientes ocupam os pátios e os jardins deitados macas ou no chão.

 

Com os sermões, os pastores evangélicos acrescentam dramatismo a um cenário já por si só chocante.

 

Dos gritos do hospital passamos em, apenas, alguns segundos a um silêncio ensurdecedor na morgue, onde o odor acre dos corpos expostos ao sol nos provoca náuseas. Os feridos encontram-se a menos de 100 metros deste horror.

 

Port-au-Prince é um vasto campo de refugiados. Uma família sobrevive debaixo de um guarda-sol no Campo de Marte, a poucos metros das ruínas do Palácio Presidencial. A catástrofe não fez distinção entre pobres e ricos.

 

As mulheres cantam e sorriem. Apesar de tudo a vida continua.

 

A presença das tropas americanas no aeroporto é a cada dia mais evidente. Um general de três estrelas assumiu o controlo da missão. Os marines filtram as entradas e saídas, cada vez com mais rigor.

 

Milhares de haitianos esperam poder deixar a ilha graças a um visto. Após intermináveis filas de espera, dezenas de milhares vão abandonar o país com uma licença de residência temporária nos Estados Unidos. A prioridade é dada aos feridos graves, embora vejamos famílias inteiras a subir para os aviões pelos próprios pés.

 

Os que ficam amontoam-se no aeroporto, mas atrás das barreiras colocadas pelos poucos polícias haitianos que patrulham as ruas. Os mais desesperados tentam contornar os controlos. A maioria está a perder a paciência já que a poucos metros do aeroporto continua a não haver qualquer sinal de ajuda. As pessoas começam a falar nas filas que se forma todos os dias, desde as primeiras horas da manhã.

 

"Porque vieram (os estrangeiros)? Vieram para nos ajudar? Não vemos ajuda de nenhum lado. Ninguém encontra nada. As ruas estão cheias de crianças e de pessoas que estão a morrer" refere uma mulher.

 

O aeroporto atrai como um íman os habitantes de Port-au-Prince, que ali acodem na esperança de conseguir um trabalho ou algo para comer. Antes do sismo, apenas 15% dos haitianos tinha um trabalho regular. Agora, reina o pleno desemprego.

 

A poucos metros, num outro acesso ao aeroporto, a tensão aumenta quando um grupo de haitianos que procura trabalho começa a gritar na frente de um tanque de combustível supervisionado por capacetes azuis paquistaneses na base do MINUSTAH, a missão da ONU no Haiti. O preço da gasolina foi multiplicado por dez.

 

"Não precisamos do Presidente do nosso país. Precisamos dos Estados Unidos, apenas eles nos podem salvar. Juro por Deus que podemos esquecer o nosso Presidente. Queremos os Estados Unidos. Necessitamos de trabalho. Não temos casa nem comida estamos esfomeados. Precisamos de trabalhar" afirma um haitiano.

 

Um outro diz que o Haiti tem muitos problemas neste momento e mais do que nunca precisam de trabalhar.

 

O Governo desapareceu no Haiti. O Presidente Préval, refugiado com o que resta do executivo num posto de polícia, não foi visto em qualquer campo de refugiados. A ajuda continua a chegar ao aeroporto, onde se acumulam milhões de euros em ajuda humanitária, mas que não chega a dezenas de milhares de haitianos. A ONU está presa na sua própria burocracia. No dia seguinte, decidimos ir a Léogane, epicentro do sismo. No caminho constatamos que um simples cano de água pode desencadear uma explosão de alegria.

 

Saindo de Port-au-Prince em direcção a sudoeste, a uma hora e meia de carro, um novo quadro de destruição. Em Léogane, uma cidade costeira cercada por campos de cana de açúcar, coqueiros e bananeiras, apenas cinco a dez por cento das construções ficaram de pé. A localidade está situada sobre uma falha geológica conhecida por Enriquillo, responsável pelo violento tremor de terra.

 

A reconstrução começou da forma mais elementar. As pedras das casas destruídas servem para erguer as novas habitações.

 

Na igreja de Santa Rose de Lima, o padre preparava-se para começar o ofertório quando o templo desmoronou. Dezenas de crianças morreram, tal como na escola com o mesmo nome. Os que sobreviveram ao sismo, faleceram enquanto esperavam pelas equipas de socorro que nunca chegaram já que os trabalhos de resgate internacionais se concentraram na capital.

 

Quando passamos pelas ruínas da escola vemos que um grupo de mães, ainda, procura os objectos dos filhos por entre os escombros. Perto do local encontramos dezenas dos vizinhos instalados num terreno de futebol. Os mais optimistas acreditam que a tragédia vai levar o mundo a olhar para o Haiti. Um país onde os problemas começaram antes do tremor de terra e vão permanecer depois dos estrangeiros partirem.

 

Em Léogane todos têm uma história para contar. A Philippe Beaulière foi um jogo de futebol que que lhe salvou a vida. Não estava na casa construída pelo pai há 40 anos e que ficou destruída.

 

Philippe Beauliére considera que o pior não é a destruição da casa. "É o de encontrar-se entre os escombros tanto nesta rua como na escola de acabam de visitar. Passar a noite inteira a tentar ajudar. Conseguimos salvar três crianças. O pior sentimento é o da impotência face aos gritos de uma criança que pede ajuda e não se poder fazer nada. Nessa casa uma mulher pediu socorro durante dois dias."

 

Estamos há cinco dias em Port-au-Prince e já sentimos uma dezena de réplicas. Esta manhã fomos acordados com violência. 6,1 Graus na escala de Richter. Um tremor de terra, mais que uma réplica.

 

Em Delmas vêm-se algumas pessoas feridas e muita gente angustiada. Ainda que a realidade acabe por se impor ao medo, a prioridade continua a ser a sobrevivência diária.

 

Milhares de cartazes espalhados pela cidade lembram-nos isso mesmo. Numa das ruas vemos pessoas com sacos de pão, o primeiro desde que chegámos a Port-au-Prince. Descobrimos uma padaria gerida por um francês e pela mulher haitiana onde o pão é vendido ao preço praticado antes do sismo. Aqui a ajuda passa por não ceder a prática generalizada da especulação. Cinco cacetes por pessoa, mas a revenda é feita a apenas alguns metros de distância. O proprietário, Thierry Attié, mostra-nos imagens do tremor de terra captadas pelas câmaras de segurança da padaria, no mesmo lugar onde agora nos encontramos.

 

Apesar do impacto, a padaria conseguiu resistir.

 

As crianças são as mais afectadas pelo sismo. O país mais pobre da América lidera as listas de adopções. Os abusos e o tráfico de menores multiplicam-se. O tremor de terra veio agravar a situação já que mais de metade dos feridos são crianças. Da noite para o dia, Port-au-Prince deparou-se com uma legião de órfãos. As fundações locais, como a que vimos no subúrbio de Caradeux, não conseguem dar resposta. Amatolie Aladin tem a seu cargo 70 crianças e nada para lhes dar. O lugar não é seguro, as paredes estão repletas de fissuras.

 

Durante uma breve visita vemos em que condições as crianças viviam antes do sismo. Agora é pior. Estão instaladas na rua numa tenda improvisada, construída com panos e varas.

 

Um homem mostra-nos a casa das crianças "é aqui que elas dormem." Num outro compartimento, a sala de jantar.

 

Amatolie M.Aladin lança um repto: "Peço-vos que nos ajudem rapidamente, que nos enviem tendas e abrigos para as crianças. Se mandarem (tendas) podemos colocá-las no meio da rua para que as crianças se possam resguardar. Não podemos entrar em casa porque não sabemos se é seguro. Não temos um especialista que nos faça uma avaliação dos estragos"

 

Os órfãos de Caradeux requerem de Amatolie um esforço titânico. Cada dia, um caminho de obstáculos. Não tem tempo para pensar no próprio drama. A directora do orfanato, também, viveu o sismo na primeira pessoa.

 

"Fui sacudida pelo tremor de terra e foi Deus que salvou. A nossa casa estava a desmoronar-se quando gritei o nome de Jesus e Deus ajudou-me. Salvou-nos a todos. Ao meu marido e à minha filha de três anos" afirma.

 

De regresso ao aeroporto, compreendemos que a reconstrução do Haiti é uma tarefa gigantesca. Só em Port-au-Prínce viviam três milhões de pessoas, um terço da população total. A cidade é um puzzle urbano sem estrutura lógica aparente. Ouvimos através da rádio que o Presidente René Préval admite construir uma nova capital numa zona de menor risco sísmico e que pretende repovoar as aldeias, aliviando, a pressão demográfica em Port-au-Prince. Mas quem irá para o campo e como será feita a escolha? Com estas reflexões, chegamos ao aeroporto onde nos espera uma surpresa. O exército americano assumiu o controlo e deu ordem para a imprensa deixar o local. Temos quatro horas para abandonar o aeroporto. A noite caiu e a insegurança é um problema.

 

Algumas equipas de televisão decidem sair às escuras. Nós ficamos até ao amanhecer.

 

Não há hipótese de negociar. Dizem-nos que se trata de um problema de segurança. Para nós é evidente que somos convidados pouco cómodos com acesso fácil ao caos organizacional da Ajuda Internacional. Seja como for, para nós a viagem terminou.

 

Para milhões de haitianos o longo e incerto caminho para a reconstrução está a começar. Em dois meses, chega a estação das chuvas sem que tenham um tecto para se abrigar.

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Ajudar o Haiti

Cuidado! Muitos burlões e vigaristas estão já a aproveitar-se da situação. Não se deixe burlar por eventuais emails e sites fraudulentos.

Se pretende ajudar as vítimas haitianas, por favor, contacte instituições e associações credíveis. Prefira as doações em dinheiro ao envio de roupas ou outros bens já que o Haiti não dispõe, neste momento, de infra-estruturas que permitam a sua distribuição.

Eis uma lista de organizações portuguesas que aceitam donativos para o Haiti:

  • Missão de emergência da AMI no Haiti
    Por transferência para o NIB 0007 001 500 400 000 00672 ou por multibanco, em "Pagamento de serviços", entidade 20909 e referência 909 909 909

  • Cruz Vermelha Portuguesa
    Por multibanco ou netbanking, use o “Pagamento de serviços”, entidade 20999 e referência 999 999 999
    Ainda no multibanco, se preferir, opte por "Transferências" e "Ser Solidário" (campanha SIBS). Seleccione a opção "Factura" para obter imediatamente o comprovativo do donativo para efeitos fiscais. A sua transferência pode ser realizada para uma destas contas da Cruz Vermelha:

    NIB 0038 0057 00629520771 72
    NIB 0032 0117 00201022464 75
    NIB 0007 0000 00149687394 23
    NIB 0010 0000 3631 9110001 74
    NIB 0035 0027 0008 2402230 53
    NIB 0033 0000 4530 7610691 05
    NIB 0036 0087 99100053716 51

  • Cáritas Portuguesa
    Conta "Cáritas Ajuda Haiti" - transferência para o NIB 003506970063000753053

  • Oikos
    Campanha de Angariação de Fundos "Emergência no Haiti" - transferência para o NIB 0035 0355 00029529630

  • Associação Amurt
    Por transferência para o NIB 0035 2168 00020393630 21 ou por outras formas

  • ADRA Portugal - Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência
    Uma conta especial para o Haiti foi aberta com o NIB 0046 0017 00600031123 74

  • CIC Portugal - Associação para a Cooperação, Interncâmbio e cultura"
    Através do NIB 0033 0000 45207093568 05

  • Rede Miqueias - Aliança Evangélica Mundial
    As transferências devem ser feitas para o NIB 0035 0697 0063 5859 630 74

  • A PT e a TMN disponibilizam um número de telefone para o qual se pode ligar, a partir de um telefone fixo ou de um telemóvel. Cada chamada custa 60 cêntimos (+IVA), que revertem para a AMI, a Cruz Vermelha e os Médicos do Mundo. O número de telefone é o 760 206 206.

Outros links

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Republic of Haiti

  • Area : 27 750 km2
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  • Capital : Port-au-Prince
  • Largest city : Port-au-Prince
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