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Sindicatos e administração abrem nova ronda negocial na Volkswagen

Sindicatos e administração abrem nova ronda negocial na Volkswagen
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As fábricas da Volkswagen na Alemanha foram, mais uma vez, palco de greves simbólicas em protesto contra os planos de redução de custos da empresa. Cerca de 12 mil trabalhadores, em três fábricas, pararam durante algum tempo, num gesto que pode ser o prenúncio de uma greve mais prolongada, se fracassarem as negociações entre a administração e os sindicatos. Hartmut Meine, representante do sindicato dos metalúrgicos, IG Metall, diz que a administração se apercebeu de que o sindicato tem uma dupla estratégia: pressionar e negociar, ao mesmo tempo. “Queremos fazer mexer a administração para que as coisas se mexam, dentro da Volkswagen. Estamos relativamente optimistas quanto ao resultado das negociações”, diz o sindicalista.

Esta tarde, joga-se mais uma ronda, que pode ser decisiva, nas negociações entre as duas partes. O IG Metall está disposto a abdicar da reivindicação de aumento salarial de quatro por cento, mas não aceita as condições do patronato, que pede um congelamento dos salários durante dois anos, para evitar despedimentos. Enquanto o braço-de-ferro continua, o sindicato ameaça com uma greve que, a acontecer, será a primeira em 14 anos. A Volkswagen emprega cerca de 337 mil pessoas, cerca de metade das quais nas seis fábricas da Alemanha.
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