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Morte de Arafat deixa por esclarecer alegado desvio de fundos comunitários

Morte de Arafat deixa por esclarecer alegado desvio de fundos comunitários
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A União Europeia reagiu à morte de Arafat pela voz de Javier Solana. O chefe da diplomacia dos Vinte e Cinco afirmou que a melhor forma de homenagear o líder palestiniano é continuar os esforços para tornar realidade o sonho de dois Estados vivendo lado a lado.

A União Europeia estará representada nas cerimónia fúnebres, no Cairo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda, Ben Bot Após a morte de Arafat continuam por esclarecer as acusações de desvio de fundos comunitários para o financiamento de actividades terroristas A União Europeia é o principal doador de fundos, um apoio que representa 60% da ajuda estrangeira aos palestinianos. Entre 1994 e 2002, a Comissão Europeia entregou mais de mil e 500 milhões de euros em ajudas. Cerca de 800 milhões foram directamente para a Autoridade Palestiniana. Nesses anos, Arafat era o único a poder mexer nas contas e o controlo era muito difícil de realizar, dado o estado embrionário das instituições palestinianas. O dinheiro serviria em grande parte para a construção e reconstrução de hospitais, escolas e habitações nos territórios palestinianos, muitas delas depois destruídas nas intervenções israelitas. No entanto, o relatório Naveh, divulgado por Israel em 2002, dava conta que a Autoridade Palestiniana utilizava parte dos fundos europeus para financiar militantes que depois cometiam actos terroristas contra o Estado hebreu.O relatório caiu como uma bomba nas instâncias europeias, que abriram um inquérito que continua a decorrer e levou à alteração, em 2003, do modelo de financiamento aos palestinianos. Agora, em vez de entregar directamente fundos, a Comissão financia projectos específicos. Apesar do inquérito do gabinete anti-fraude da União Europeia ainda não estar concluído, o organismo independente apresentou já algumas conclusões no mínimo contraditórias: parte do grupo de trabalho considera que “não há prova do desvio de fundos”; outra parte afirma que não se pode excluir a hipótese dos fundos “terem sido utilizados para actividades terroristas”.