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Noite calma na Ucrânia antecede negociações entre os "Viktor" victoriosos

Noite calma na Ucrânia antecede negociações entre os "Viktor" victoriosos
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A oposição na Ucrânia aguarda com expectativa um reconhecimento oficial da vitória de Viktor Yushchenko nas presidenciais de domingo, que segundo fontes próximas do candidato pró-ocidental poderá ocorrer nas próximas horas.

Segundo a número dois da oposição, Iolia Timochenko, o ainda presidente Leonid Kuchma estará pronto a reunir-se nas próximas horas com os dois candidatos presidenciais que reclamam vitória para negociar uma entrega pacífica do poder à oposição. Ao início da noite os apoiantes de Viktor Youshtchenko começaram a dispersar dos arredores do palácio presidencial onde se mantiveram ao longo de todo o dia, depois do candidato se ter auto-proclamado presidente no parlamento, numa sessão marcada pela ausência da maioria dos deputados. Apesar da situação tensa em torno do palácio presidencial, para onde foram mobilizadas centenas de polícias anti-motim, o presidente Leonid Kouchma apelou às duas partes a negociar em conjunto o final da crise. Numa alocução ao país o presidente cessante, pró-russo, negou no entanto as acusações de fraude eleitoral, acusando a oposição de levar a cabo o que chamou de farsa muito perigosa. Desde o primeiro anúncio dos resultados parciais do sufrágio, na segunda-feira que milhares de protestantes da oposição pró-ocidental tomaram as ruas de Kiev, denunciando o que chamam de fraude eleitoral. Os resultados ainda provisórios da segunda volta das eleições presidenciais, dão a vitória a Viktor Yanukovtich, o candidato pró-russo, delfim do antigo presidente, mesmo que as sondagens à boca das urnas tivessem apontado o pró-ocidental Youshchenko como vencedor. Os protestos contra os resultados eleitorais dividem actualmente o país entre a metade Oeste, pró-europeia e católica e o Leste pró-russo e ortodoxo. Treze anos depois do país obter a independência do bloco soviético a revolta da oposição, tem o apoio da comunidade internacional. Estados Unidos e União Europeia juntaram-se ao coro de vozes que denuncia a fraude eleitoral e exige um inquérito às condições em que se desenrolou a votação. 150 diplomatas ucranianos demonstraram o seu apoio à oposição, assim como dois dos 13 membros da comissão eleitoral que se recusam a validar a vitória de Yanukovitch.