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Representante das vítimas do 11-M mobiliza governo de Zapatero

Representante das vítimas do 11-M mobiliza governo de Zapatero
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Até agora, as investigações sobre o 11 de Março têm tido contornos políticos e policiais. Esta quarta-feira, a presidente da Associação de Vítimas conseguiu chamar a atenção para outra faceta. Pilar Manjón, que perdeu o filho de 21 anos nos atentados de Madrid, acusou os partidos de se aproveitarem da dor alheia para fins políticos.

Através de um relato emocionado à comissão parlamentar de inquérito, Pilar criticou a actividade desta, denunciou a “instrumentalização do luto” e pediu a formação de um grupo politicamente isento para investigar os ataques. O depoimento foi, no mínimo, eficaz: nenhum dos membros da comissão se atreveu a colocar perguntas e, no final, todos pediram desculpa a Pilar. Horas mais tarde, José Luis Rogriguez Zapatero anunciava a futura criação de um Alto Comissariado de apoio às vítimas do terrorismo. O 11 de Março tem motivado uma sequência confusa de acusações e contra-acusações, suspeitas e muito mais. José Maria Aznar veio reforçar a tese da intervenção da ETA, rejeitada pela polícia. Zapatero veio salientar a autoria exclusiva de islamitas radicais, dizendo que o governo anterior, o de Aznar, provocou um “apagão informativo” a seguir aos atentados. No meio de tudo isto, os números servem friamente de argumento a todas as partes: 192 mortos, quase 1500 feridos, dezoito suspeitos detidos e muitas dúvidas que não se dissipam.