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Sudão festeja acordo de paz mas Darfour ficou fora do entendimento

Sudão festeja acordo de paz mas Darfour ficou fora do entendimento
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A reconciliação entre o Norte e o Sul do Sudão, ao final de 21 anos de conflito, foi festejada durante a noite em Nairobi por milhares de pessoas. A assinatura, ontem no Quénia, de um acordo de cessar-fogo definitivo entre os rebeldes e o governo pôs fim a uma das mais longas guerras civis do continente africano.

Os milhares de dólares de ajuda financeira internacional começarão agora a afluir ao novo governo interino unificado, que será partilhado entre os rebeldes de John Garang, do Movimento popular de libertação do Sudão, e as forças fiéis ao presidente Oman Al-Bashir. A formação de um exército unificado e a realização de um referendo à autodeterminação do Sul, igualmente previstas no acordo, deverãoconstituir o capítulo final de um conflito que provocou mais de dois milhões de mortos e mais de quatro milhões de refugiados. A paz, concluída entre o Sul cristão e o Norte islâmico, foi saudada por Estados Unidos e ONU também como uma vitória contra o terrorismo. Uma estabilidade que abre caminho à exploração dos recursos petrolíferos do país. No entanto, a situação na província de Darfour, a Oeste do país e onde desde 2003 prosseguem os confrontos entre rebeldes e forças governamentais, ficou fora do entendimento. Estados Unidos e Nações Unidas recordaram, neste ponto, que as relações diplomáticas com as autoridades sudanesas só serão restabelecidas na totalidade quando finalizarem as atrocidades no Darfour.
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