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Mundo recorda em Auschwitz 60 anos de libertação do campo nazi

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Mundo recorda em Auschwitz 60 anos de libertação do campo nazi

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Há 60 anos terminava o regime de Adolf Hitler no maior campo de concentração e extermínio. O Exército Vermelho ocupava Auschwitz, onde morreram cerca de milhão e meio de judeus e dezenas de milhares de polacos, ciganos, dissidentes e homossexuais.

Esta quinta-feira, sobreviventes e soldados do Exército Vermelho regressam a Auschwitz-Birkenau, no sul da Polónia, para comemorar em paz a mais profunda cicatriz de guerra. Apenas a metereologia não colabora. A neve e as temperaturas, a rondarem os sete graus negativos, ameçam as cerimónias centradas na emoção. No total, são esperadas dez mil pessoas, entre as quais 44 chefes de Estado e de governo e membros das famílias reais. A segurança é, por isso, excepcional. O ponte alto das cerimónias, que serão acompanhadas pela EuroNews, está marcado para o início da tarde. Mas durante a manhã, em Cracóvia, está previsto um encontro entre jovens, sobreviventes e antigos soldados. Esta é talvez a derradeira hipótese de ouvir os relatos dos acontecimentos da boca de quem os viveu na pele. A lição do passado para o presente e futuro foi evocada pelo presidente israelita, Moshé Katsav, ontem, em Cracóvia, durante a homenagem aos soldados britânicos de confissão judaica, falecidos durante a Segunda Guerra Mundial. Mas para o chefe do executivo israelita a lição é simples. Numa cerimónia no parlamento israelita, Ariel Sharon disse que “os judeus aprenderam com o genocídio que só podem contar com eles próprios” e acusou os Aliados de passividade face às atrocidades nazis, pois, entre outros, recusaram bombardear as linhas férroviárias que ligavam Auschwitz.