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Relatório da ONU confirma irregularidades no programa "Petróleo por Alimentos"

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Relatório da ONU confirma irregularidades no programa "Petróleo por Alimentos"

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Das suspeitas de corrupção num dos mais conhecidos programas humanitários das Nações Unidas, passou-se para o campo das confirmações. Foi divulgado o primeiro relatório da comissão de inquérito independente ao controverso programa “Petróleo por Alimentos”, aplicado no Iraque.

O responsável por essa comissão é Paul Volcker, antigo presidente da Reserva Federal americana. Segundo Volcker, o homem que estava à frente do projecto da ONU cometeu inúmeras irregularidades e incorreu em graves “conflitos de interesse”. O homem em questão é o cipriota Benon Sevan. A sua gestão foi considerada “desonesta do ponto de vista ético”, sobretudo no que diz respeito à escolha das empresas que participaram na compra do petróleo iraquiano. O relatório da ONU abre a porta à possibilidade de Sevan e os seus colaboradores terem recebido benefícios pessoais através das companhias seleccionadas. Kofi Annan já abriu um processo disciplinar contra Sevan, que nega peremptoriamente as acusações e diz ter-se tornado um “bode expiatório”. Mediante provas efectivas de corrupção, que poderão ser apresentadas em meados deste ano num outro relatório, Annan garante que vai levantar a imunidade diplomática dos funcionários envolvidos. O programa Petróleo por Alimentos permitiu ao governo de Saddam Hussein vender ouro negro em troca de fundos destinados a apoios humanitários. As alegações de corrupção surgiram no ano 2000.