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Italia: morte de agente secreto aumenta críticas a presença militar no Iraque

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Italia: morte de agente secreto aumenta críticas a presença militar no Iraque

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Depois da dor, as dúvidas sobre as circunstâncias da morte do agente secreto Nicola Calipari no Iraque assaltam a Itália, podendo perturbar a aliança militar do país com os Estados Unidos.

O ministro dos negócios estrangeiros Gianfranco Finni vai hoje ao parlamento explicar como uma operação de resgate de uma refém se transformou numa troca de tiros com os militares norte-americanos. Finni reuniu-se na segunda-feira com o embaixador dos Estados Unidos em Roma poucas horas depois do funeral de Nicola Calipari. Washington continua a rejeitar as acusações vindas da jornalista italiana Giuliana Sgrena de que os soldados teriam planeado eliminá-la. Ferida durante o ataque, Sgrena recebeu ontem no hospital a visita do presidente italiano Carlo Azeglio Ciampi, num momento em que a oposição promete contestar no parlamento as alianças militares de Berlusconi. Em Estrasburgo, o presidente do parlamento europeu, Josep Borrell, pediu também explicações aos Estados Unidos, sublinhando a importância de utilizar a onda de solidariedade criada em torno da jornalista italiana para agora apoiar a jornalista francesa Florence Aubenas e o seu chofer sírio. O apelo à mobilização continua assim a ser a palavra de ordem contra a violência dos sequestros no Iraque ainda que continue a pairar o mistério sobre as motivações dos raptores de Aubenas. Para hoje está agendada uma manifestação de apoio aos dois reféns em Bruxelas, no dia 12 várias associações convocaram uma jornada de solidariedade em toda a França.