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Sinais positivos para o abrandamento do preço do petróleo

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Sinais positivos para o abrandamento do preço do petróleo

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Os preços do petróleo caíram, esta segunda-feira, pela primeira vez em oito semanas, para barreira dos 50 dólares por barril. Uma reacção dos mercados às preocupações manifestadas pelos ministros do G7, no passado fim-de-semana, que apontaram os altos valores do ouro negro como um dos factores de desaceleração do crescimento da economia mundial.

Nos Estados Unidos, a queda do preço do light é de 14% face ao pico de 58,28 dólares atingido há duas semanas; o Brent em Londres compra-se a menos 88 cêntimos por barril. Apesar dos rumores de que os países produtores de petróleo queriam retardar a decisão sobre o aumento da produção até à próxima reunião de OPEP, em Junho, o cartel já garantiu que o aumento em 500 mil barris por dia, previsto para Maio, vai concretizar-se. Estes sinais, bem como alguma redução da procura por parte da China, tranqulizam os mercados e diminuem a bolha especulativa. Beneficiadas com este aumento de preços são as economias dos países produtores do Médio Oriente e da África do Norte, mas, nestas regiões, as receitas petrolíferas não significam necessariamente crescimento e desenvolvimento. O Banco Mundial diz que os rendimentos do petróleo aumentaram entre 2001 e 2004, na ordem dos 75 por cento, mas sem reformas estruturais não é possível criar em África e no Médio Oriente os milhões de empregos necessários. Dos países produtores de petróleo, apenas quatro – a Arábia Saudita, o Irão, a Argélia e os Emirados Árabes Unidos – conseguiram taxas de crescimento da ordem dos 97% na última década, enquanto em mais de metade dos países da região o crescimento inflectiu a tendência relativamente aos anos 90.