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Eleições no Irão acordam fantasmas da revolução iraniana

Eleições no Irão acordam fantasmas da revolução iraniana
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O triunfo do ultra-conservador Mahmud Ahmadinajed nas eleições no Irão foi recebido com preocupação no Ocidente e Médio Oriente, especialmente pelas monarquias do Golfo Pérsico, composta por países pró-ocidentais.

Estes regimes temem que a subida ao poder de um homem da linha dura agrave o conflito com os Estados Unidos e recupere a retórica de confrontação, que caracterizou a época do aiatola Khomeni, fundador da República Islâmica. No Irão as opiniões dividem-se. Há quem afirme que “os jovens deste país necessitam de alguém como Ahmadinejad, que vai acabar com a burocracia e problemas que existem”. Mas outros contrapõem, não querem que o Irão “regresse aos tempos da revolução, ao isolamento intencional, já se viu como uma geração perdeu, a próxima não deve perder”. O vencedor, ex-presidente da câmara de Teerão, considerado incorruptível, deixou claro que não estava interessado em restaurar relações com Washington, cortadas em 1980. O regresso à política do passado desperta fantasmas adormecidos com a chegada ao poder do cessante presidente Mohamed Khatami. O diferendo entre o Irão, de um lado, União Europeia e Estados Unidos do outro, por causa do programa nuclear, funciona como pano de fundo do xadrez político em que se tornaram estas eleições. A União mostrou-se disposta a trabalhar com qualquer executivo iraniano, desde que disposto a dialogar sobre direitos humanos, desarmamento nuclear e terrorismo. Pontos-chave para que as negociações sobre um acordo de comércio e de cooperação entre os dois alcance bom porto.