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Dissidentes iranianos no estrangeiro pessimistas em relação ao futuro do Irão

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Dissidentes iranianos no estrangeiro pessimistas em relação ao futuro do Irão

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Neda Elahi vive em Bruxelas, fugiu do Irão há cinco anos com o marido, antigo soldado do exército.

Neda e a família são uns entre muitos que temem o pior para o Irão nos próximos anos. “Vai ser uma catástrofe, pois a pressão social vai ser mais forte, as pessoas vão ficar mais limitadas” E as mulheres poderão ser as que mais vão sofrer na pele. “Para as mulheres é muito pior, elas vão continuar a usar o véu, mas será pior do que antes pois não vai haver liberdade. É o fim para as mulheres”. Mas as restrições que se esperam estendem-se ao sexo masculino. Barba longa será a imagem masculina daqui para a frente. Usar manga curta está fora de questão. Firouzeh Nahavandi, professora de sociologia na Universidade Livre de Bruxelas, saiu do Irão antes da revolução de 1979. É mais uma que não acredita em melhorias. “Os candidatos que se apresentaram nas eleições são apenas o que foram aceites pelo regime. Alguma abertura conseguida durante a presidência Khatami, uma certa evolução no modo de vida das pessoas, tudo isso mudar”. São previsões pessimistas, comuns entre os iranianos moderados.