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Eleições antecipadas: a fuga em frente de Gerhard Schroeder

Eleições antecipadas: a fuga em frente de Gerhard Schroeder
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A impopularidade das reformas e o crescente desânimo dos alemães devido aos resultados da economia foram sentidos nas urnas e não deram outra alternativa a Gerhard Schroeder.

Após o desaire eleitoral no bastião da Renânia do Norte-Vestefália, detido pelos sociais-democratas desde 1966, o chanceler alemão resolveu desencadear o processo para voltar a submeter-se ao eleitorado. “Para que a política de reformas possa dar resultados, é necessário o apoio dos cidadãos e das cidadãs. Com o amargo resultado eleitoral para o meu partido naRenânia do Norte-Vestefália, o apoio político para as nossas reformas foi posto em questão”, disse Schroeder logo após a derrota nas regionais. Apesar de, em Dezembro de 2003, ter sido aprovado por confortável maioria nas duas câmaras do parlamento federal, o pacote de reduções fiscais e reformas sociais conhecido como ‘Agenda 2010’ conheceu nas ruas os apupos dos alemães. O plano de quase 9 mil milhões de euros deu azo a manifestações e a divisões no seio do partido no governo. Depois do milagre económico das décadas de 60 e 70, e ainda a tentar equilibrar-se após a reunificação, o pesado Estado-providência já não é capaz de se manter à tona. De tal forma que, com o desemprego a atingir 4,75 milhões de alemães, o Der Spiegel frisa que a dívida pública aumenta 1834 euros por segundo. Em 2002, apoiado nas origens humildes e no carácter lutador, o carismático chanceler conseguiu a reeleição apoiado no pragmatismo social e na promessa de reduzir drasticamente o desemprego. A oposição à guerra no Iraque e as medidas firmes para fazer face às inundações que assolaram o Leste da Alemanha, inverteram a tendência das sondagens e reconduziram Schroeder no governo de Berlim. Porém, apesar de tudo apontar para um reposicionamento à esquerda do SPD na batalha eleitoral que se prefigura, o carismático Schroeder está em franca quebra de popularidade face à rival conservadora Angela Merkel.