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Bruxelas apresenta plano para falar melhor com os cidadãos da Europa

Bruxelas apresenta plano para falar melhor com os cidadãos da Europa
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Ouvir, comunicar e estar perto dos cidadãos é a nova abordagem da Comissão, após o “não” da Holanda e da França à Constituição Europeia. Actualmente, os cidadãos não têm uma “percepção directa e compreensível dos benefícios e das consequências da construção europeia”, admite Bruxelas.

Por isso, Margot Walstrom, a comissária que assume a inovadora pasta da Comunicação, preparou um plano com 50 acções concretas: “A única forma de avançarmos é com o que chamo Plano D. As pessoas esperam Debate, Diálogo e Democracia. E, devo admiti-lo, sempre me surpreendeu que a Democracia e o reforço da Democracia não tenham tido maior proeminência na agenda política da União Europeia.” Para começar, a comissão prevê reformular o site da Europa (http://europa.eu.in), para tornar a navegação mais fácil, quer também reforçar a linha de apoio aos cidadãos e abandonar o jargão comunitário para falar com as pessoas numa linguagem que percebam facilmente. Objectivo: melhorar a imagem da União Europeia e aproximá-la dos cidadãos. Apenas 47% dos europeus tem uma boa imagem da União Europeia. Britânicos (28%), finlandeses (30%) e austríacos (30%) são os que têm pior imagem; no extremo oposto estão irlandeses (68%), italianos (63%) e luxemburgueses (58%), segundo o mais recente Eurobarómetro. Os europeus também têm cada vez menos confiança nas instituições. Apenas 52% confia no Parlamento Europeu, por exemplo; o ano passado eram 57 por cento. Os futuros alargamentos da União também não são muito bem vistos e há uma grande discrepância entre os antigos Quinze e os novos Dez. Com cerca de 30% de pessoas a favor da entrada da Croácia, Roménia e Bulgária na União, austríacos, franceses e luxemburgueses são os menos entusiastas. Do outro lado estão eslovenos, polacos e eslovacos – com mais de 70 por cento. O apoio à entrada da Turquia, esse é bem mais pequeno. Apenas 32% dos cidadãos a defende e mesmo nos dez mais recentes membros do grupo a adesão de Ancara só recebe o apoio de 48% da população.