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IRA: Adeus a três décadas de terror

IRA: Adeus a três décadas de terror
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O IRA é responsável por metade das cerca de 3600 mortes violentas em três décadas de conflito na Irlanda do Norte, desde 1969. A luta armada dos paramilitares clandestinos, para conseguir a retirada britânica e a reunificação da Irlanda, tem um historial de terror.

Um dos primeiros atentados à bomba matou 11 pessoas, em 1987. Foi em território irlandês, em Enniskillen, e Gerry Adams do Sinn Fein, ala política do IRA, reconhece que isso minou a legitimidade da resistência pela força. Em 1996, o IRA pôs fim a uma trégua, fazendo explodir a torre de escritórios de Canary Wharf, matando duas pessoas e causando prejuízos incalculáveis. Principal consequência: os líderes do Sinn Fein foram afastados das negociações sobre a partilha do poder na Irlanda do Norte. O IRA começou a ser pressionado para mudar de estratégia para permitir ao Sinn Fein participar no processo político. Houve realmente uma entrega de armas parcial, para destruição, como parte do Acordo de Sexta-feira Santa, mas a aplicação total ficou por cumprir. Em 1998, Tony Blair, satisfazendo as exigências pelo lado britânico, ordena a reabertura do inquérito do Domingo Sangrento. Em 1972, em LondonDerry, as tropas governamentais balearam mortalmente 14 pessoas, na sua maioria jovens, numa manifestação pelos direitos civis. O exército alegou sempre que os manifestantes dispararam primeiro. Mas, depois de ouvir mais de 900 testemunhas, o tribunal concluiu que os soldados dispararam sobre manifestantes desarmados. Esperam-se as conclusões públicas ainda este Verão. Mas, enquanto eram dados sinais positivos por todos os envolvidos, surge uma facção dissidente, o IRA Verdadeiro, que faz o mais mortífero atentado à bomba de sempre, em Omagh. Matou 29 pessoas, incluindo duas grávidas, e feriu outras 200. Era um engenho explosivo com 225 quilos e os terroristas continuam por julgar. Gerry Adams condenou o atentado e disse que a violência era uma história do passado. Depois da decisão histórica, hoje anunciada, resta ver se o IRA mantém a renúncia à luta armada.