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Vida impossível em Nova Orleães por vários meses

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Vida impossível em Nova Orleães por vários meses

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Oito dias depois da passagem arrasadora do Katrina, as águas que inundam a cidade de Nova Orleães começaram a ser bombeadas para o lago Pontchartrain e, à medida que o nível baixa, surge a imagem da devastação. A cidade está inabitável por vários meses.

A palavra de ordem é retirar. Sem água potável, sem electricidade, com as infraestruras destruídas, as águas contaminadas pelos esgotos e decomposição de corpos, a vida é impossível, mas há sempre os resistentes, gente que se recusa a sair de casa, pede mantimentos e chega mesmo a insultar os membros das equipas de resgate. Na cidade rural de St. Gabriel, num armazém, foi improvisada uma morgue com capacidade para receber cinco mil cadáveres, mas o presidente da câmara de Nova Orleães fala já de cerca de 10 mil mortos, embora o balanço final esteja ainda longe de ser conhecido. A coordenação dos socorros tem sido muito difícil e muito criticada. Depois de Condoleeza Rice, foi a vez de George W. Bush visitar as áreas devastadas pelo furacão. O presidente americano tentou tranquilizar as populações, numa altura em que a ajuda começa pouco a pouco a chegar.