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Sinagogas ardem após retirada israelita da Faixa de Gaza

Sinagogas ardem após retirada israelita da Faixa de Gaza
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No dia em que o último contingente de 3 mil soldados israelitas retirou da Faixa de Gaza, o presidente da Autoridade Palestiniana Mahmud Abbas tomou posse dos territórios.

De visita à zona onde se erguiam os colonatos de Dugit e Elei Sinai, Abbas colocou uma bandeira palestiniana num dos locais onde pretende que se erga o futuro estado da Palestina. Abbas cumprimentou os habitantes da vizinha povoação de Beit Lahya, após 38 anos de ocupação israelita, que, para os palestinianos, ainda não terminou. A direcção da ANP critica Israel por continuar a controlar a circulação entre as fronteiras de Gaza, bem como o espaço aéreo e marítimo do território. Outro motivo de tensão prende-se com o destino das sinagogas dos colonatos. Assim que entraram nos locais, jovens palestinianos saquearam e arrasaram alguns dos templos que o Tsahal não demoliu por conselho das autoridades religiosas israelitas. Mahmud Abbas considera que este gesto de Israel visa denegrir a imagem internacional dos territórios palestinianos e acrescentou que todos os locais de culto judaico serão demolidos. Os excesso nas celebrações chegaram ao ponto de terem sido incendiadas as sinagogas de Nevé Dekalim, Netzarim e Morag e saqueada a de Kfar Darom, actosbárbaros nas palavras do chefe da diplomacia israelita Sylvan Shalom. Assim que começou ontem a retirada, milhares de palestinianos afluíram aos locais outrora vedados. A fronteira com o Egipto foi cruzada inúmeras vezes nos dois sentidos por milhares de pessoas sem qualquer controlo, menos de dois dias depois das forças egípcias terem assumido a vigilância da zona. Exultantes, os palestinianos reuniam-se a familiares e aproveitavam a recém-adquirida soberania sobre um território que reclamam para a criação de um Estado. Depois das celebrações, já hoje, um palestiniano foi morto junto à fronteira. De acordo com testemunhas, o incidente terá sido causado pelos militares egípcios, responsáveis pelo patrulhamento da fronteira.O Cairo rejeita liminarmente qualquer responsabilidade no ocorrido, que atribui aos tiros que celebravam o fim da ocupação.