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Katrina e Iraque devastam popularidade de George Bush

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Katrina e Iraque devastam popularidade de George Bush

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A reconstrução das zonas destruídas pelo furacão Katrina poderá custar o mesmo que três anos de intervenção norte-americana no Iraque – quase 200 mil milhões de dólares. O presidente George Bush regressa sexta-feira à cidade devastada pelo furacão Katrina para pedir mais dinheiro ao Congresso para a ajuda os seis estados sinistrados, onde mais de 700 pessoas morreram e quase um milhão permanece desalojada.

À medida que a àgua vai descendo em Nova Orleães, o presidente vai-se afundando nas sondagens. Mais de metade dos americanos não aprova o desempenho e prioridades da administração Bush. No terreno, a ajuda humanitária aflui de uma forma desigual. Nas próximas duas semanas 180 mil habitantes deverão regressar a Nova Orleães, alojados temporariamente em auto-caravanas nas zonas que se encontram a seco. No entanto em algumas regiões do estado vizinho do Mississipi continuam a escassear os bens de primeira necessidade. Para a maioria da população o desafio é agora o de recomeçar quase do zero nos estados do Mississippi, Louisiana, Alabama e Tenessee, que são também os mais pobres dos Estados Unidos. Uma tarefa dificultada pela memória daqueles que não poderam ser evacuados a tempo. Pelo menos 61 idosos morreram em quatro lares de terceira idade de Nova Orleães, à espera de uma ajuda que acabou por chegar demasiado tarde.