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Perdedores ganham e vencedores perdem na Alemanha

Perdedores ganham e vencedores perdem na Alemanha
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Para os dois candidatos à chancelaria alemã os eleitores foram muito claros na escolha que fizeram. O actual chefe do governo, Gerhard Schroeder, não tem dúvidas, foi ele quem recebeu o mandato para formar um novo governo.

O líder do SPD, ladeado pelo presidente da formação, Franz Munteferring, foi recebido em apoteose na sede do partido, em Berlim. “Este sucesso não teria sido possível sem vocês, sem o conjunto do partido que lutou para não ficar na defensiva, que acreditou na sua força”, afirmou o chanceler. A líder dos conservadores, Angela Merkel, também tem as suas certezas. Foi ela quem recebeu o aval do eleitorado para formar governo. Merkel reclama a vitória através da matemática: “Somos a fracção mais forte no parlamento, por isso recebemos um claro mandato para formar um governo. Agora temos de pensar no país. A campanha acabou. Esta é a mensagem de hoje.” Os dois líderes já iniciaram as negociações para formar a nova equipa na chancelaria, convites foram enviados do SPD para a CDU-CSU e vice-versa. Mas há um impasse difícil de transpor: Schroeder e Merkel querem os dois ser chanceler. Mas os assentos no parlamento parecem ser traiçoeiros. As primeiras previsões davam a maioria à CDU-CSU, depois passou para a SPD e voltou para a CDU, com 225 deputados contra 22 da SPD, num total de 611 assentos. Sociais-democratas ou conservadores estão longe da maioria absoluta, nem as tradicionais coligações permitiriam um governo estável. Há alguma esperança depositada na eleições em Dresden, que no mínimo dará um deputado a um dos grandes partidos. Os votos só se realizam dentro de duas semanas, devido à morte de um candidato da extrema-direita. Mas os analistas consideram que Dresden apenas vai reforçar a incerteza, já que as sondagens davam à CDU a vantagem nessa circunscrição.