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Rebelião dos trabalhistas britânicos lança Blair em enésima crise política

Rebelião dos trabalhistas britânicos lança Blair em enésima crise política
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O executivo britânico tenta recompor-se da primeira derrota parlamentar em oito anos de governação Blair. O número 10 de Downing Street acolheu esta manhã uma reunião de emergência do executivo para debater a situação.

O ministro do Interior Charles Clarke assumiu a responsabilidade pelo, “mau cálculo político”, que levou ao falhanço da alteração à lei anti-terrorista que prolongava para 90 dias o tempo máximo de prisão preventiva. A rejeição da medida, defendida pelo executivo como forma de combater a “ameaça terrorista”, leva agora a imprensa a interrogar-se se este poderá ser o início do fim de Blair, até agora conhecido como o “inoxidável”, pela forma como sobreviveu a sucessivas crises. Para o primeiro-ministro o que se passou na câmara dos comuns, “é negativo para a segurança do país. A reforma proposta tinha por base a segurança nacional e não as querelas políticas”, afirmou Blair. Na quarta-feira, 49 deputados trabalhistas votaram contra Blair, dando a vitória à proposta da oposição conservadora e dos Liberais Democratas de prolongar de 14 para 28 dias o tempo máximo de prisão preventiva para suspeitos de terrorismo. Face à rebelião dentro do seu próprio partido, Blair afirma que vai prosseguir o seu calendário de reformas, nas áreas da educação e da saúde. Uma tarefa dificultada pelas cisões na ala mais à esquerda no partido, cada vez mais distante da “terceira via” de Blair. Do lado da oposição, apela-se à demissão de Blair e compara-se a situação aos últimos dias no poder do conservador John Major.