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Síria aceita interrogatório de cinco cidadãos sobre morte de Hariri

Síria aceita interrogatório de cinco cidadãos sobre morte de Hariri
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A Síria aceita que cinco cidadãos sejam interrogados sobre a morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.

Em conferência de imprensa, em Damasco, o vice-ministro sírio dos negócios estrangeiros, Walid Mouallem, confirmou a vontade do governo em colaborar com a comissão de inquérito da ONU. As autoridades sírias consideram que esta autorização elimina os pretextos para impor sanções ao país, como ameaçava a resolução da ONU de trinta e um de Outubro e que pedia a completa colaboração da Síria. Segundo os termos do acordo alcançado o interrogatório que ainda não tem data marcada vai decorrer em Viena, na Áustria, em território neutro onde o juiz Detlev Mehlis, responsável pela investigação, não pode efectuar detenções. Damasco sublinhou ainda que a aceitação do interrogatório não era um recuo já que o país nunca se tinha recusado a colaborar no inquérito. Rafic Hariri morreu em Fevereiro, num atentado à bomba em Beirute. A sua morte desencadeou os protestos que levaram a Síria a pôr fim a décadas de presença militar no Líbano.