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No dia mundial da luta contra a SIDA Mundo relembra os reais desafios

No dia mundial da luta contra a SIDA Mundo relembra os reais desafios
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O número recorde de infectados pesou duramente no dia mundial de luta contra a SIDA. São mais de 40 milhões de adultos e crianças e o número continua a subir em todas as regiões do mundo, à excepção das Caraíbas, onde a taxa de infecção se encontra estabilizada há dois anos.

O dia foi marcado em todo o Mundo por campanhas de sensibilização e prevenção, mas procurou-se também relembrar aos líderes políticos a necessidade de cumprir promessas, por exemplo, em relação aos medicamentos. Na África sub-sahariana, que acolhe 60% do total de infectados, só 10% dos doentes têm acesso a medicamentos. As crianças estão entre os mais atingidos. Só no Botswana, dois milhões de crianças estão infectadas e os medicamentos infantis são dos mais caros. Cerca de doze milhões de outras no país são orfãs devido à SIDA. O professor Grabriel Amabwani, é especialista em SIDA infantil, explica que a maioria das crianças são infectadas à nascença e acrescenta: “Em África, 40% dessas crianças morre no primeiro ano e 85% não atinge os cinco anos”. Face à dureza das estatísticas, a ONU pede uma resposta excepcional e tenta impedir que o Mundo baixe os braços.