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EUA redistribui força militar na Europa, países de Leste são prioridade

EUA redistribui força militar na Europa, países de Leste são prioridade
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A Roménia tornou-se num aliado americano de primeira linha. A comprovar isso mesmo está o acordo assinado com os Estados Unidos, que prevê uma redistribuição das bases militares americanas no país. o objectivo será reduzir o número de efectivos e de instalações e distruibui-las de modo a que sirvam melhor os interesses em questão.

O presidente romeno, Trian Basescu, garante que depois deste acordo ser aprovado pelo parlamento, a Roménia assume-se como um pilar da estabilidade na Europa. Para os Estados Unidos trata-se de um acprdo que enterra definitivamente a guerra fria. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, louva o facto de, há 16 anos, depois do colapso da Roménia comunista, o país se ter tornado num forte aliado da NATO. Ninguém diria que haveria depois tropas americanas em exercícios na Roménia. Washington vai distribuir mil e quinhentos militares pelas quatro bases americanas que vão passar a funcionar no país. A maior – a base de Mikhail Kogal-Niceanu – vai funcionar com 100 efectivos. O aeroporto adjacente a esta base militar já fez de ponto de apoio logístico das forças americanas, em 2003, quando a Turquia recusou colaboração com a Casa Branca, durante a guerra no Iraque. Agora a política de Washington passa pela maior eficácia com menores custos. Isso implica uma redução no número de soldados na Europa. Actualmente há mais de 100 mil em todo o continente, perto de 70 mil estão na Alemanha, mas mesmo aqui haverá uma redução de alguns milhares de efectivos, que serão redistribuídos em futuras bases a instalar noutros países da Europa de Leste. Em Portugal estão estacionados 50 militares americanos. O objectivo, a médio prazo, é passar dos actuais 112 mil militares, em 10 países do continente, para pouco mais de 67 mil. Mas os americanos querem também aproximar-se dos locais onde o terrorismo ameaça ser ainda mais fomentado. Com a nova distribuição de bases militares, as forças americanas estarão mais perto do Norte de África, do Médio Oriente e da Ásia Central. A aposta nos países de Leste que viraram as costas à Rússia parece estar ganha.