Última hora
This content is not available in your region

Eurodeputados criticam acordo orçamental da UE

Eurodeputados criticam acordo orçamental da UE
Tamanho do texto Aa Aa

Os principais grupos políticos do Parlamento Europeu manifestaram-se esta terça-feira em Bruxelas descontentes com o acordo orçamental alcançado pelos 25. O presidente em exercicio cessante da UE, Tony Blair, defendeu o compromisso que evitou, na sua perspectiva, uma crise profunda na Europa.

“Sejamos claros: este não é o orçamento ideal mas é o melhor a que podemos chegar actualmente.Vamos trabalhar todos juntos, Comissão, Conselho, Estados membros e Parlamento para que num futuro próximo possamos construir um concenso sobre as reformas necessárias à Europa, entre as quais, este orçamento é uma parte racional que não pode ser visto como um simples comércio”

Os eurocépticos britânicos não deixaram fugir a oportunidade para fustigar ainda mais o acordo conseguido por Tony Blair, como se pode entender pelas palavras do deputado conservador Roger Helmer.

“ O jornal preferido dos britanicos, o The Sun, afirma que Tony Blair vai entregar biliões de libras de impostos sem obter nada em troca. No seu editorial do dia 1 de Dezembro escreve-se que se trata de batota. Batota, Sr.Primeiro-ministro, uma palavra que não é nada bonita, mas não é minha, é do The Sun, e os leitores concordam”

A guerra de palavras estava lançada para o inicio de um caloroso debate.

“ Deixe-me dizer-lhe a si e aos seus colegas. O senhor defende uma perspectiva nacionalista mas o senhor não representa os interesses do seu país…
… quando o sr. e os seus colegas perguntam o que nós obtemos em troca com o nosso contributo para com o alargamento. Eu digo-lhe que obtemos uma Europa unida após anos e anos de ditadura no leste, obtemos desenvolvimento económico em países onde ganhamos, ganhamos uma reforma politica que termina de uma vez por todas com o debate em torno do cheque britânico e da Politica Agricola Comum, enfim obtemos uma reforma do orçamento comunitário. É isto que obtemos se tivermos visão para observar esta oportunidade.”

As negociações que se seguem não se adivinham fáceis, pois se, por um lado, a assembleia recusa o acordo tal como está, dificilmente
os Estados-membros aceitarão mais concessões, como afirmou Tony Blair, e Durão Barroso.