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Vilolência regressa em força ao Iraque

Vilolência regressa em força ao Iraque
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O recrudescimento da violência no Iraque marca o início do ano. Um atentado suicida na cidade de Ramadi causou a morte a sete dezenas de pessoas e ferimentos a mais de uma centena. A localidade situa-se na província sunita de Al-Anbar, região onde a rebelião é feroz. O autor do ataque detonou os explosivos junto a um quartel onde um milhar de voluntários faziam fila para se alistarem na polícia e no exército de forma a conseguirem um emprego. Pouco faltava para as onze da manhã, hora local.

Minutos antes, em Kerbala, uma explosão tinha já dizimado cinquenta vidas e provocado mais de sessenta feridos, alguns em estado muito grave. O suicida intrometeu-se no meio de uma multidão de fiéis que nesta época do ano visita a cidade-santuário do xiismo. A matança, indiscriminada, abateu-se sobre homens, mulheres, crianças, iraquianos e estrangeiros. Em Bagdade três viaturas armadilhadas com kamikazes ao volante fizeram dois mortos. Os ataques fatais dirigiram-se também às forças americanas que registaram cinco baixas, três na capital e duas em Najaf. As mortes foram provocadas pelo rebentamento de minas. Depois da acalmia registada durante o período eleitoral de Dezembro os rebeldes sunitas parecem querer dizer aos vencedores do escrutínio, xiitas e curdos, que não se vão deixar dominar.