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Procura-se líder para o partido dos liberais democratas britânicos

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Procura-se líder para o partido dos liberais democratas britânicos

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Os liberais democratas britânicos reuniram-se, esta segunda-feira, para preparar a sucessão de Charles Kennedy. O líder caiu em desgraça depois de reconhecer, no passado fim de semana, que recorreu a profissionais para deixar o alcoolismo. Uma confissão amaldiçoada que mergulhou o terceiro partido britânico na pior crise, em 17 anos de história.

Há seis anos que Charles Kennedy liderava os liberais democratas do Reino Unido. Com o desabafo, esperava dos militantes uma segunda oportunidade. Talvez tivesse conseguido o que queria, não fosse a pressão dos 62 deputados do partido que o levaram à demissão. No entanto, a liderança não vai ficar órfã: Menzies Campbell, número dois do partido, líder interino, é o candidato oficial à sucessão, único por agora. Mas acusam-no de passividade perante o que uns chamam de “complô” Kennedy. Quem o acusa quer eleições internas e não um voto decisivo das elites do partido. Entretanto, Simon Hughes, presidente do partido, apresenta muito potencial como rival e defende as eleições. “O líder demitiu-se depois de pressões vindas do parlamento, não foram os militantes a votar a sua saída. Assim sendo, esses militantes têm todo o direito a uma palavra. Eleições são preferíveis a coroações”, afirmou. Mark Oaten é outro “candidatável”. É o responsável pela política interna do partido e o único apoiado por Kennedy. Esta crise no Lib-dem acontece num momento chave. Kennedy convocou um congresso para decidir reformas internas, com os olhos postos nas eleições locais de Maio. O sucessor terá de, das duas uma: ser a alternativa à esquerda, a um partido trabalhista fraco, ou aceitar o convite para uma aliança à direita com os Tories, conservadores.