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Voto palestiniano na cidade sagrada marcado pelo muro de separação

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Voto palestiniano na cidade sagrada marcado pelo muro de separação

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Até ao último momento, os árabes de Jerusalém-Leste desconheciam ter direito ou não ao voto nas legislativas da Autoridade Palestiniana. Israel, hostil à participação do Hamas no escrutínio, ameaçou proibir as eleições, mas acabou por ceder às pressões internacionais. Palestinianos e israelitas querem a cidade para sua capital exclusiva. Para um dos negociadores dos acordos de Genebra, Menachem Klein, Israel tem um objectivo específico:

“A ideia é acabar com a Jerusalém árabe – cidade metropolitana da Cisjordânia – para ser mais fácil a Israel governá-la”. Está em curso a anexação de toda a cidade, através da compra das casas dos palestinianos por judeus, que as rodeiam de arame farpado e as fazem guardar noite e dia por homens armados. A fonte é a France 3. Os 230 mil árabes de Jerusalém estão espalhados pela cidade, mas estão separados da Cisjordânia pelo muro – este, afinal, não divide palestinianos e israelitas, mas apenas os palestinianos. O muro atravessa o coração dos bairros. Os residentes podem ficar ligados a Jerusalém ou à Cisjordânia sem lhes ter sido dada qualquer opção. Os mais renitentes, como Abu Nicham, mudam de casa. Diz que a vida da sua família “esteve sempre ligada a Jerusalém. Para os papeis, procedimentos legais, escola, hospital…tudo está em Jerusalém.” Só vai a Ramallah, na Cisjordânia, uma vez por ano. Jamal Joumaa, da associação “Stop the Wall”, Acabem com o muro, reconhece que Jerusalém está como que perdida para os palestinianos. O muro que rodeia a cidade está quase acabado. Isola Jerusalém do resto da Cisjordânia. Mas nem todos os palestinianos são pessimistas. Apesar das passagens estreitas e do controlo, a maioria acredita que Jerusalém será um dia a capital do Estado palestiniano.