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Familiares das vítimas do naufrágio no Mar vermelho revoltados

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Familiares das vítimas do naufrágio no Mar vermelho revoltados

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Dezenas de familiares das vítimas do naufrágio do “ferry” Salam 98 incendiaram a sede da companhia proprietária do navio. O ataque ocorreu em Safaga, no Egipto, junto ao mar Vermelho. Foi atirado para a rua todo o recheio da companhia, a polícia anti-motim teve de intervir.

Quase 1500 pessoas estavam no interior da embarcação no momento do naufrágio, há 367 sobreviventes, foram encontrados 200 cadáveres e centenas de outras pessoas estão desaparecidas. . Cairo recusa pronunciar-se sobre as eventuais causas do acidente, mas rejeita as acusações de demora no socorro aos náufragos. Um dos sobreviventes garante que quando “o fogo foi descoberto a bordo havia tempo para o navio atracar no porto mais próximo, mas o capitão não quis, afirmou que não era nada que a tripulação não pudesse controlar”. Outro sobrevivente afirma que “essa mesma tripulação fugiu assim que pôde”. O navio partiu na quinta-feira à noite de Duba, na costa saudita do Mar Vermelho, com destino ao porto egípcio de Safaga, a uma distância de 200 quilómetros. A meio caminho afundou-se. Ainda não se conhecem as razões. Alguns sobreviventes falam de um incêndio a bordo.