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Washington tenta aumentar isolamento quando Hamas procura aliados para governar

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Washington tenta aumentar isolamento quando Hamas procura aliados para governar

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Ismail Haniyeh foi formalmente encarregue de formar o próximo executivo palestiniano. O encontro com o presidente Mahmud Abbas decorreu em Gaza. O cabeça de lista do Hamas às legislativas de Janeiro tem agora cinco semanas para negociar e apresentar nomes.

À saída da reunião, Haniyeh disse que irá tentar formar um governo de unidade nacional. Mas até agora, apenas a Frente Popular de Libertação da Palestina está disposta a cooperar. A tarefa do primeiro-ministro indigitado não será fácil. A pressão internacional após a vitória do Hamas faz-se sentir nos cofres da Autoridade Palestiniana. Israel impôs um bloqueio económico. A decisão é apoiada pelos Estados Unidos, cuja ajuda está comprometida se o Hamas não reconhecer Israel e abandonar as armas. Washington intensifica os contactos para aumentar a pressão, mas o grupo radical recusa ceder e contra-ataca, anunciando que vai procurar outras fontes de financiamento e aumentar a influência do Irão nos territórios palestinianos. Isolar e pressionar quer o Irão quer o grupo radical palestiniano Hamas é a missão da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em viagem pelo Médio Oriente. Na visita ao aliado egípcio, Condoleezza Rice afirmou que “se o governo liderado pelo Hamas deseja concretizar as aspirações dos palestinianos em termos de paz, melhoria das condições de vida e desenvolvimento económico, não pode manter um pé no terrorismo e o outro na política”. Washington procura convencer os países árabes a não financiar o Hamas enquanto o grupo radical não renunciar à violência, mas a resposta do Cairo não foi a esperada. O Egipto é contra um bloqueio económico e considera que é preciso dar tempo ao Hamas para este adoptar uma posição política.