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Violência dificulta negociações para formação do novo governo iraquiano

Violência dificulta negociações para formação do novo governo iraquiano
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Vinte seis mortos e perto de 60 feridos, na sua maioria civis, é o balanço de duas explosões ocorridas no espaço de uma hora, esta quarta-feira, no Sudoeste e no centro de Bagdade.

O primeiro carro armadilhado deflagrou junto a uma barreira policial, causando a maioria dos feridos, enquanto o segundo engenho explodiu perto de uma estação rodoviária. Os ataques ocorreram numa altura em que Saddam Hussein compareceu em tribunal pela segunda vez esta semana, onde é julgado de crimes contra a humanidade. O aumento da violência prenuncia cada vez mais o rebentar de uma guerra civil entre xiitas e sunitas, uma semana depois de um atentado contra uma mesquita xiita ter provocado confrontos que tiraram a vida a mais várias centenas de pessoas. Pressionado por Washington, o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, já se mostrou disposto a formar um governo de unidade nacional, embora persistam sinais de oposição à sua liderança. Entretanto, em alguns distritos de Bagdade, as forças locais treinadas pelos Estados Unidos reforçam a segurança nas ruas da capital, ao mesmo tempo que grupos civis formam patrulhas armadas e levantam barricadas. O bloco sunita maioritário boicotou as negociações para a formação de um eventual governo composto por representantes das duas comunidades. Fontes oficiais afirmam que a formação de uma coligação demorará, pelo menos, dois meses, prolongando as dúvidas quanto à resolução da pior crise que afecta o Iraque desde a invasão americana em 2003.