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Estabilidade de Itália depende do Senado

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Estabilidade de Itália depende do Senado

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Foi com um minuto de silêncio, em homenagem aos soldados italianos mortos no Iraque, que tomou posse o novo Parlamento italiano. A Câmara dos Deputados, saída das eleições de 9 e 10 de Abril, vai legitimar o novo governo, de centro-esquerda, chefiado por Romano Prodi. Isto depois de divergências, que duraram mais de uma semana, com a direita de Silvio Berlusconi a não reconhecer os resultados.

A tomada de posse do novo Governo deve ficar para depois da eleição do novo Presidente da República, marcada pra 12 e 13 de Maio, mas pode ser antecipada, para evitar um vazio de poder demasiado longo. Alguns jornais dizem que a composição do governo pode estar pronta já este sábado. Francesco Rutelli e Massimo d’Alema, figuras de proa da esquerda italiana, devem ficar com as pastas dos Negócios Estrangeiros e do Interior. Já o líder da Refundação Comunista, Fausto Bertinotti, deve ser eleito presidente do Parlamento. Se não há dúvidas quanto à Câmara dos Deputados, já quanto ao Senado as coisas complicam-se. A União, de Prodi, propôs o nome do centrista Franco Marini para presidente da Câmara Alta, mas Silvio Berlusconi responde com o nome de um peso-pesado, o do senador vitalício, antigo primeiro-ministro, Giulio Andreotti. Se Prodi não conseguir uma vitória nesta câmara, o país pode ficar ingovernável e o cenário de eleições antecipadas não está excluído.