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Putin apela ao fim do extremismo no aniversário da II Guerra Mundial

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Putin apela ao fim do extremismo no aniversário da II Guerra Mundial

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Vladimir Putin aproveitou o sexagésimo primeiro aniversário do fim da II Guerra Mundial para lançar um apelo global à luta contra o extremismo e a xenofobia.

Nos últimos anos, a Rússia tem assistido a uma multiplicação de crimes de índole racista. Num breve discurso na Praça Vermelha de Moscovo, perante milhares de militares e veteranos, o presidente russo afirmou que “aqueles que tentam levantar novamente as bandeiras do nazismo, que semeiam o ódio, o extremismo e a xenofobia, conduzem o Mundo a um impasse, a uma crueldade e a uma efusão de sangue sem qualquer sentido.” A parada militar na Praça Vermelha marcou o ponto alto dos festejos do Dia da Vitória, data em que a Rússia assinala a capitulação nazi, um dia depois do resto da Europa. O presidente russo assistiu à marcha acompanhado pelo predecessor, Boris Ieltsin, o primeiro-ministro Mikhail Fradkov e o ministro da Defesa, Serguei Ivanov. Sob um céu azul para o qual contribuíram 11 aviões militares encarregados de dispersar as nuvens, marcharam cinco mil e setecentos soldados, representando os diferentes ramos das forças armadas russas. Cerca de 10 mil comunistas e veteranos de guerra percorreram as ruas de Moscovo em direcção à Praça Lubyanka, perto do Kremlin. Festejando o fim da II Guerra Mundial, a manifestação convocada pelo líder do partido comunista russo, Guennadi Ziuganov, aproveitou a ocasião para protestar contra o governo de Putin, acusando-o de “trair o país” e entregar o poder a uma elite abastada.