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Serviços secretos no centro de novo escândalo por espionagem de jornalistas

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Serviços secretos no centro de novo escândalo por espionagem de jornalistas

Serviços secretos no centro de novo escândalo por espionagem de jornalistas
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Ganha amplitude o novo escândalo a envolver os serviços secretos alemães. O BND é acusado de, durante anos, ter espiado jornalistas alemães e de ter pago aoutros para observarem secretamente os colegas a nível pessoal e profissional.

Tudo foi revelado pelo jornal Suddeutsche Zeitung mas os factos foram retomados por outros media alemães. A revista Focus afirma mesmo ter despedido um jornalista no ano passado por espionagem de colegas durante 16 anos. O funcionamento dos serviços secretos é explicado por Erich Schmidt-Eenboom. O ex-jornalista escreveu um polémico livro sobre a agência mas, segundo a revista Focus, reconhece ter recebido dinheiro do BND, depois de ter sido espiado. O escritor explica que as ordens oficiosas partiam da chancelaria para o presidente da agência, que as transmitia aos chefes de unidade e estes às pessoas no terreno, ou seja, “uma longa cadeia de comando e no final uma ordem ilegal”. Os serviços secretos reconhecem indirectamente os factos, falando de “erros”. O caso chocou a associação de jornalistas e a classe política. O governo de Berlim apressou-se a criticar a espionagem de jornalistas e, através do porta-voz Thomas Steg, diz estar determinado em defender a liberdade de imprensa. As revelações do Suddeutsche Zeitung têm na base um relatório secreto de um juiz do Supremo Tribunal, que qualifica os factos de ilegais e desproporcionais e de verdadeiros ataques à liberdade de imprensa. O relatório foi entregue à comissão parlamentar que investiga os serviços secretos alemães por um outro caso: a alegada ajuda dada aos Estados Unidos na invasão do Iraque.