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Timorenses pilham víveres enquanto aguardam decisão do Conselho de Estado

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Timorenses pilham víveres enquanto aguardam decisão do Conselho de Estado

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Pela primeira vez em vários dias, a cidade de Díli acorda sem tiros, mas com pilhagens constantes a lojas e armazéns. Mulheres e crianças tomaram de assalto restaurantes e mercearias. O quartel da polícia militar e, de novo, o armazém do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas também foram pilhados.

Espera-se ainda hoje a chegada de 45 polícias federais australianos a Díli, mas o governo de Camberra queixa-se de que as suas forças destacadas em Timor-Leste não têm poderes do governo para pôr fim à violência. Portugal começa a enviar esta semana uma companhia de 120 elementos da GNR, com a missão de ajudar à manutenção da ordem pública e dar formação às forças de segurança de Timor-Leste. O conselho de Estado está reunido há várias horas. É grande a expectativa da população sobre a decisão que será anunciada no final dos trabalhos. Muitos timorenses pedem a demissão do primeiro-ministro. Na pausa para o almoço, o presidente Xanana Gusmão pediu aos manifestantes que mantenham a calma e tenham confiança em si. No último mês, os confrontos entre militares, polícia e civis fizeram quase três dezenas de mortos. Timor-Leste, o mais novo Estado criado pelas Nações Unidas, vive os piores momentos de instabilidade e violência desde que se tornou independente há quatro anos.