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Visita de Koizumi ao templo Yasukuni provoca onda de protestos

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Visita de Koizumi ao templo Yasukuni provoca onda de protestos

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Foi sob uma chuva de protestos que o primeiro-ministro japonês visitou, esta manhã, o templo de Yasukuni. O santuário xintoísta de Yasukuni, situado em Tóquio, presta homenagem aos dois milhões e meio de japoneses mortos pela pátria desde a guerra civil de 1853 – incluindo 14 criminosos de guerra, condenados pelos Aliados, após 1945. O dia de hoje reveste-se de um simbolismo particularmente forte na Ásia, já que comemora a rendição do Japão e marca o fim da II Guerra Mundial, há 61 anos.

Esta é a sexta visita de Junichiro Koizumi ao polémico santuário, mas a única realizada num 15 de Agosto. O que provocou fortes protestos da China, Coreia do Sul e de outros países que combateram o Japão em diversos conflitos, para quem Yasukuni é um símbolo do militarismo e dos crimes de guerra praticados pelos japoneses.

Também presente nas comemorações imperiais do fim da guerra, Junichiro Koizumi defendeu-se das críticas. O primeiro-ministro, que deve abandonar o cargo no próximo mês, considera ter o direito de homenagear aqueles que lutaram pela pátria e as suas famílias e recusa que Pequim ou Seul se imiscuam em questões de política interna.

Mas a nível interno as críticas também se fazem ouvir. Alguns partidos consideram mesmo que o acto do primeiro-ministro atropela a rota pacifista seguida pelo Japão nos últimos 61 anos.