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Acolhido pelas multidões, Bento XVI continua a dividir alemães

Acolhido pelas multidões, Bento XVI continua a dividir alemães
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Segundo dia de peregrinação do papa Bento XVI pela sua Baviera natal. Após ter celebrado uma missa ao ar livre durante a manhã para 250 mil pessoas, nos arredores de Munique, o sumo pontífice regressou à catedral da cidade da qual foi arcebispo durante cinco anos.

Durante seis dias o sumo pontíficie de 79 anos vai percorrer a Baviera, o maior estado alemão, de maioria católica, com um objectivo que ultrapassa a simples viagem nostálgica. Recebido ontem pelo presidente e chanceler alemães que apelaram ao reforço da aproximação entre católicos e protestantes, Ratzinger parece apostado em reforçar antes de mais o peso da religião cristã.

Durante a homilia desta manhã o Papa voltou a louvar o poder da evangelização, “para converter os corações”, criticando a “surdez das sociedades ocidentais face ao cristianismo”. Um discurso, que em conjunto com as posições do papa relativamente ao aborto ou o casamento homossexual, perturbam a popularidade do Papa entre os alemães, e que no passado levaram mesmo a municipalidade de Munique a suspender a sua nomeação como cidadão honorário.

Nos próximos dias o sumo pontifice deverá prosseguir a sua missão evangélica em forma de viagem sentimental, passando nomeadamente por Marktl-am-Inn, a aldeia onde nasceu e Reggensburgo, onde estudou e lecionou teologia.