Última hora
This content is not available in your region

Mentiras do PM causam protestos violentos na Hungria

Mentiras do PM causam protestos violentos na Hungria
Tamanho do texto Aa Aa

A Hungria foi ontem palco dos protestos mais violentos, desde a queda do comunismo, em 1989. O responsável foi o primeiro-ministro, Ferenc Gyurcsany, que assumiu ter mentido para ser eleito, numa gravação tornada pública no Domingo. Na noite de ontem em Budapeste milhares de manifestantes tentaram ocupar o edifício da televisão nacional em protesto, exigindo, a demissão do primeiro-ministro. A polícia foi obrigada a intervir com canhões de água e gás lacrimogéneo.

Os protestos evoluíram para se tornarem verdadeiramente violentos, provocando ferimentos a, pelo menos, 50 civis e 102 polícias. Os manifestantes em fúria incendiaram vários carros estacionados à porta da estação pública de televisão. Chamas que acabaram por alastrar ao edifício.

Na gravação que despoletou a revolta da população, Gyurcsany admitia que o executivo só tinha feito “disparates” e tinha “mentido” para encobrir o “projecto austero (do executivo), doloroso, mas necessário”.

Antes dos protestos na estação de televisão, cerca de 10.000 pessoas tinham reunido em frente ao parlamento, numa manifestação mais calma, para exigir a demissão do primeiro-ministro. O líder da oposição de centro direita, Tibor Navracsis, aludiu mesmo a uma “crise moral” na política húngara. O executivo convocou para hoje uma reunião de emergência no parlamento para analisar os acontecimentos.