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Junta militar promete abandonar poder no prazo máximo de quinze dias

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Junta militar promete abandonar poder no prazo máximo de quinze dias

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Um dia depois do golpe de Estado que derrubou o governo do primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, os habitantes de Banguecoque parecem conformados com a nova situação política. A presença militar cinge-se agora aos edifícios do governo e aos quartéis limítrofes e a vida parece regressar à normalidade, depois de um golpe que decorreu sem derramamento de sangue. Pela primeira vez em quinze anos, um governo tailandês foi derrubado e, apesar de criticarem a medida, até os partidos da oposição compreendem o golpe, que dizem necessário para acabar com o clientelismo crescente.

O líder golpista, o General Sonthi Boonyaratglin, procura agora uma personalidade civil para assumir a chefia interina do governo e prometeu que vai abandonar o poder no máximo dentro de duas semanas. No entanto, para o chefe militar, a democracia só será reposta dentro de um ano, o prazo dado ao futuro governo para escrever uma nova constituição e vigiar a aprovação do documento em referendo. Quanto ao primeiro-ministro deposto, foi autorizado a regressar pela junta militar, com a promessa de não ver os bens confiscados.

No entanto, Shinawatra terá de responder pelas acusações de fraude eleitoral e insulto ao Rei. Entretanto, apesar do relativo apoio ao golpe em Banguecoque, nas províncias do Norte, a situação é ligeiramente diferente.

Desde que ascendeu ao poder em 2001 foi nas regiões rurais que Thaksin Shinawatra conquistou a base de apoio que lhe permitiu vencer duas eleições.