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IRA já não é ameaça à segurança, diz relatório

IRA já não é ameaça à segurança, diz relatório
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O último grande obstáculo à pacificação da Irlanda do Norte e à restauração do governo paritário foi removido. Segundo o relatório oficial sobre o processo de paz no Ulster hoje divulgado, o IRA deixou de ser uma organização terrorista e já não representa uma ameaça.

O documento, elaborado por uma comissão independente de supervisão, afirma que o Exército Republicano Irlandês pôs fim às suas actividades criminosas e para-militares. Os autores do relatório dizem que o IRA “era, há três anos, o mais sofisticado e perigoso grupo para-militar, com um poderoso arsenal” mas está agora empenhado na via política. O documento sublinha ainda que o Sinn Fein, braço político do IRA, respeita a via da não violência que o partido proclamou em Julho de 2005. E conclui que o regresso ao terrorismo deixou de ser uma “possibilidade viável”.

A reacção do governo britânico foi de optimismo. “O IRA fez o que lhe pedimos. Há temas que ainda nao foram resolvidos, como o policiamento. Mas a porta para um acordo final está aberta e é por isso que as conversações na Escócia na próxima semana são tão importantes” disse Tony Blair em conferência de imprensa.

Entre 11 e 13 de Outubro Tony Blair reúne-se com o seu homólogo irlandês Bertie Ahern e representantes dos partidos políticos da Irlanda do Norte. O objectivo do encontro é restabeler o executivo norte-irlandês composto por católicos e protestantes. 24 de Novembro é a data limite fixada por Londres e Dublin para se encontrar uma solução de governo partilhado para o Ulster. O parlamento da Irlanda do Norte está suspenso desde 2002.