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Governo francês quer firmeza nas sanções contra quem provoca tumultos

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Governo francês quer firmeza nas sanções contra quem provoca tumultos

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As autoridades francesas prometem firmeza na aplicação de sanções a quem provoque distúrbios iguais aos do ano passado nas zonas urbanas. Pelo menos quatro autocarros foram incendiados nos arredores de Paris e Lyon na noite de quarta para quinta-feira. Num dos ataques, o bando em causa tinha armas de fogo.

Oficialmente, faz esta madrugada um ano que começaram os tumultos. Primeiro nos arredores de Paris, depois por todo o território. Nos desacatos da última noite, o método foi semelhante. Um grupo de pelo menos cinco ou seis jovens entraram num autocarro, ordenaram aos passageiros que saíssem e logo a seguir incendiaram o veículo. Ninguém foi detido.

Numa conferência numa universidade, o primeiro-ministro francês disse que “os últimos acontecimentos merecem uma resposta imediata. Vai haver interpelações e sanções exemplares”. Dominique de Villepin diz que a impunidade não pode existir e deseja que em todo o país as regras e as oportunidades sejam iguais para todos.

Alguns condutores de autocarros que trabalham nos arredores de Paris colocaram-se em greve, não porque protestem contra as autoridades, mas mais por questões de segurança. Um desses condutores diz que “agora vai ser sempre assim como no 14 de Julho, na Festa Nacional, em que os jovens querem divertir-se e o que sabem fazer é incendiar carros”.

Os tumultos começaram já no Domingo quando um autocarro em Grigny, na região de Essone, foi atacado em pleno dia. Depois, já de madrugada, um outro autocarro ficou em cinzas em Venissieux, perto de Lyon. Estava parado, sem ninguém dentro e pertencia a uma companhia privada de transportes.