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França desclassifica informação sobre "operação turquesa" no Ruanda

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França desclassifica informação sobre "operação turquesa" no Ruanda

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Paris vai desclassificar mais de uma centena de relatórios dos serviços secretos relativos à actuação do exército francês durante o genocídio do Ruanda em 1994. A decisão foi tomada ontem pela ministra da defesa Michele Aliot-Marie, no quadro de um processo judicial para apurar a cumplicidade dos militares gauleses com as milícias Hutus, responsáveis pela morte de mais de 800 mil pessoas.

Os documentos, até agora sob segredo de Estado, deverão ser entregues à juiz responsável por investigar o que Paris reconheceu serem apenas “erros estratégicos” militares.

O processo decorre desde Novembro do ano passado, quando sobreviventes do massacre acusaram a França de crimes contra a Humanidade.

Na base da acusação estão situações como o assassínio de Tutsis em campos de refugiados, ou o massacre de pessoas protegidas pelos militares franceses, no quadro da “operação turquesa”, sob bandeira da ONU.

O parlamento do Ruanda, que aponta a cumplicidade entre Paris e o regime Hutu desde os anos 90, nomeou há um mês uma comissão de inquérito encarregue de investigar a situação. A comissão tem como objectivo, apurar o envolvimento francês na preparação e execução do genocídio, assim como na subtracção à justiça de alguns altos responsáveis Hutus.