Última hora

Última hora

Os palestinianos prestaram hoje homenagem ao líder históricoYasser Arafat, falecido há dois anos.

Em leitura:

Os palestinianos prestaram hoje homenagem ao líder históricoYasser Arafat, falecido há dois anos.

Os palestinianos prestaram hoje homenagem ao líder históricoYasser Arafat, falecido há dois anos.
Tamanho do texto Aa Aa

Em plena crise político-financeira e recrudescer de violência, os palestinianos sentem mais do que nunca a perda do homem que simbolizava a resistência e a luta pela autodeterminação e independência. No discurso durante a cerimónia o presidente da Autoridade Palestiniana e sucessor de Arafat anunciou que o novo governo de unidade nacional chegará até ao final do mês e prometeu que não haverá figuras de referência neste executivo.

Ontem o primeiro-ministro Ismail Hanyeh tinha assumido que se retirava se isso ajudasse a terminar o bloqueio aos territórios palestinianos. Mahmoud Abbas afirmou perante milhares de pessoas: “Quero anunciar uma boa notícia ao nosso povo: realizámos enormes progressos na via da formação de um governo de unidade nacional, capaz de acabar com o bloqueio e abrir os horizontes para uma solução política que possa pôr fim definitivamente à ocupação. Espero, com a ajuda de Deus, que esse governo possa ver o dia entes do final do mês”.

Mahmoud Abbas proferiu um discurso emotivo e determinado. Não poupou a ocupação israelita e reiterou a vontade do povo palestiniano de continuar a lutar pela autodeterminação e pela independência. Abbas Pediu a Israel que respeite os tratados assinados e dirigindo-se à comunidade internacional pergunta: Que direito Internacional, que justiça dá o direito a Israel de destruir as casas palestinianas e matar as crianças que dormem nos braços das suas mães, os idosos e mesmo os bombeiros e os socorristas”, numa referência explícita ao ataque da passada quarta-feira em beit Hanoun que matou 19 pessoas, na sua mairoia crianças. A cerimónia na Mukata reuniu milhares de pessoas e vários milhares de outras ficaram bloqueadas nas fronteiras entre Israel e os territórios palestinianos, impedidas pelas autoridades israelitas de irem a Ramallah.