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Interdição do uso da Burqa em público na Holanda anima recta final da campanha eleitoral

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Interdição do uso da Burqa em público na Holanda anima recta final da campanha eleitoral

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A poucos dias das eleições na Holanda, os adversários políticos dos democratas-cristãos no executivo ainda estão a digerir duas polémicas que nasceram na sexta-feira: os alegados casos de tortura a prisioneiros iraquianos por parte de soldados holandeses e a intenção de proibir a Burqa em locais públicos.

Jan Peter Balkenende, o primeiro-ministro, luta contra uma crise política causada pelo abandono da formação D66 da aliança governamental. Mas as sondagens indicam que nenhum partido vai alcançar a maioria absoluta. Quem se apresenta como um forte candidato nestas legislativas antecipadas é o trabalhista Wouter Bos, que defende a legalização de 35 mil imigrantes que vivem há vários anos na Holanda. O projecto-lei que o governo quer apresentar ao parlamento sobre a proibição da Burqa em locais públicos e semi-públicos, como escolas, ministérios, tribunais e mesmo comboios, caiu como uma bomba na oposição.

Segundo as sondagens, a maioria dos holandeses será a favor da medida. Mas um residente na capital Amesterdão considera que “o governo está criar problemas onde eles não existem, não tem havido incidentes com pessoas que usam Burqas”.

A tentativa da ministra da Imigração de tirar a nacionalidade holandesa a uma ex-deputada de origem somali esteve na origem do fim da coligação governamental. A proposta de lei sobre a interdição da Burqa deverá ser apresentada pela mesma ministra Rita Verdonk.