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Projecto de reactor de fusão termonuclear já está em marcha

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Projecto de reactor de fusão termonuclear já está em marcha

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Sete parceiros internacionais assinaram no Palácio do Eliseu, em Paris, o tratado ITER, o projecto de construção do reactor experimental de fusão termonuclear. Fazem parte do consórcio a China, os Estados Unidos, a Índia, o Japão, a Rússia e a União Europeia.

A cerimónia foi presidida pelo chefe de Estado francês, Jacques Chirac. “Se nada mudar, a humanidade terá consumido, em 200 anos, a maior parte dos recursos dos combustíveis fósseis acumulados durante milhares de anos, provocando ao mesmo tempo um verdadeiro sismo climático”, referiu o presidente gaulês.

Durão Barroso, presidente da comissão europeia, assinou o compromisso em nome dos 25. “Temos, a partir de agora, a estrutura que nos vai permitir atacar um dos desafios mais urgentes para a humanidade – inventar fontes de energia limpas e sustentáveis para o amanhã”, anunciou Barroso.

O reactor vai localizar-se no sudeste francês em Cadarache, perto de Marselha. Começará a ser construído em 2008 e ficará pronto em 2018. O principal objectivo é produzir energia abundante e limpa durante décadas a um baixo custo. Na reacção por fusão, a energia é libertada ao juntar-se átomos, ao invés de os separar, como no caso da fissão que alimenta as centrais nucleares de hoje.

Um processo idêntico ao ocorrido nas estrelas. No centro do sol a fusão ocorre com temperaturas superiores a 10 milhões de graus Celsius. Esse é o grande desafio, imitar esse processo de reacção energética utilizando materiais susceptíveis de aguentar esse calor. O custo do projecto está estimado em mais de 10 mil milhões de euros.