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Mogadíscio está sob controlo cristão pela primeira vez em seis meses

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Mogadíscio está sob controlo cristão pela primeira vez em seis meses

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As forças governamentais somalis, apoiadas pela Etiópia recuperaram o controlo de Mogadíscio com a retirada dos líderes dos tribunais islâmicos e dos seus combatentes somalis e estrangeiros. Antes, distribuiram armas por toda a cidade.

O primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, confirmou que o seu país ajudou o governo de transição a estabilizar rapidamente a situação de Mogadíscio. Serão necessárias, pelo menos, algumas semanas, para que as forças etíopes possam deixar a região, disse.

Na verdade, os islamitas estão a divulgar por vários meios que a sua retirada da capital somali foi meramente estratégica, e não uma derrota frente ao cristãos.

Para trás, fica um número indeterminado de mortos – segundo o chefe do governo etíope, cerca de três mil combatentes islâmicos terão morrido nos últimos dias.

O seu líder já pediu ajuda de combatentes estrangeiros para lutarem naquilo que apelidou de jihad. Addis-Abeba acusa a vizinha Eritreia de apoiar os islamitas e assegura que já fez prisioneiros de guerra. Analistas alertam para uma guerra longa, com islamitas a adoptarem tácticas de guerrilha.

Muitos residentes estão a abandonar a zona de confrontos e a ONU já alertou que este êxodo vai desencadear uma nova crise humanitária – o seu Programa Alimentar Mundial já deslocou os trabalhadores para o Quénia. A Cruz Vermelha divulga que só nestes últimos dias morreram 800 civis.