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População somali protesta contra presença de militares etíopes no país

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População somali protesta contra presença de militares etíopes no país

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Ao final de dez dias de combates na Somália, a população de Mogadishiu saíu às ruas para festejar a retirada das milícias islamistas. Um dia depois das forças governamentais assistidas pelo exército etíope terem ocupado a capital, o primeiro-ministro fez a sua entrada triunfal na cidade para anunciar a derrota dos islamistas.

Para Ali Mohamed Gedi trata-se, “de uma vitória contra o terrorismo que garante a segurança dos países vizinhos”. A presença no país de 15 mil soldados etíopes, aliados de Washington, provoca agora a ira da população somali que se manifestou nas ruas.

As milícias do Conselho dos tribunais islâmicos encontrar-se-ão limitadas ao bastião de Kismayo, 500 km a sul da capital, local onde prometem prosseguir uma luta de guerrilha. A operação-relâmpago levada a cabo pelas forças governamentais e exército etíope provocaram milhares de mortos.

Desde Junho que o Conselho dos Tribunais islâmicos controlava o sul do país, onde tinha imposto a Sharia, a lei islâmica. A ofensiva das forças governamentais é vista como uma forma de pôr termo a 16 anos de instabilidade política. Alguns analistas temem no entanto que a Somália se torne num novo campo de batalha de Washington contra o terrorismo.