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Separatistas bascos falam em possível fim da violência mas não convencem

Separatistas bascos falam em possível fim da violência mas não convencem
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Sem renunciar à luta armada, a ETA indiciou a possibilidade do fim da violência, num gesto que não convenceu a maioria das formações políticas espanholas. No Dia da Pátria Basca, a organização separatista disse que iria prestar especial atenção às eleições autonómicas de 27 de Maio. Em Bilbao, o presidente do Partido Nacionalista Basco, Josu Jon Imaz, disse que “o Batasuna tem de fazer política sem o amparo da ETA. Tem de fazer como todos os outros, que saem à rua sem guarda-chuva e se molham”.

Na entrevista de ontem ao jornal Gara, o grupo terrorista afirma que um sufrágio sem a esquerda radical, como o ilegalizado Batasuna, significaria o fracasso do processo de paz. A ETA admite “um cenário de ausência de violência” se Madrid suspender o que os separatistas classificam de ataques contra o País Basco.

“Uma mensagem frustrante”, segundo o líder do partido Esquerda Unida, Gaspar Llamazares, “porque a ETA continua a olhar para o passado (…) e não para o presente e futuro, onde só há espaço para a não-violência e a acção política”. Um porta-voz do executivo espanhol disse que o governo só comentará uma “renúncia expressa e definitiva da violência” por parte da ETA.

Numa celebração em Irún junto com formações independentistas, o líder do Batasuna Arnaldo Otegi disse que as declarações publicadas pelo jornal basco são “um convite ao acordo e ao processo” de paz e constituem “uma grande oportunidade”. Numa interpretação distinta, o líder do governo regional, Juan José Ibarretxe, lamentou que a ETA “não diga o que toda a sociedade basca quer ouvir: que a violência acabou para sempre”.